Protegido: Amizade é para a eternidade
Ouvir
De vez em quando eu gosto de ouvir sobre os problemas dos outros. Não só porque eu posso, quem sabe ajudar, mas também porque esqueço um pouco dos meus problemas, paro de ser tão egoísta e começo a pensar nos outros.
Solidão
Minha vida era: eu e a solidão…
E com o passar do tempo eu e ela ficamos tão amigas
Que não queríamos nos separar uma da outra.
Inez Freitas
Saudade
De vez em quando a saudade bate em nossa porta.
A gente vai lá, abre, cumprimenta, troca umas ideias e depois fecha novamente.
Fecha para que a mesma não deixe de ser saudade e nem vire realidade e depois arrependimento.
Saudade, que muitas vezes nos faz sentir vontade de voltar ao passado.
Saudade que nos faz ter sensação de se estar revivendo bons momentos, que muitas vezes são impossíveis de recuperar.
A saudade traz boas recordações e muitas vezes burradas!
By Inez Freitas.
Crise existencial
Deselegante x Sem noção
Tem gente deselegante e gente sem noção. Eu sou sem noção, mas não todo o tempo. Pago os meus micos, morro de vergonha, mas já aprendi a conviver com eles. Deselegante, nem tento ser, principalmente se não for meu amigo. O que pode ser deselegante pra você, pode ser lindo pra mim, como uma mulher sem maquiagem, que pode ser bela. Um (a) gordo (a), como uma pessoa que conheci em 2011 e hoje tá magra, mas era linda, só que não tenho intimidade suficiente pra dizer isto a ela e não sou deselegante pra tanto.
Lindo é se aceitar e aceitar os outros do jeito que são e deslegante é não aceitar. Agora sem noção pode ser definido assim por mim, que esquece que a pessoa acabou de ganhar bebê e a cumprimenta pela gravidez, que esquece o rosto da pessoa sendo que passou o dia com ela, que não percebe o chefe por perto e começa a reclamar da vida. Pode até ser deselegante, mas as pessoas se divertem comigo, riem de mim e nem me importo.
Portanto tento não ser deselegante, mas tô pensando seriamente a mudar minha postura.
Mas por hora, serei elegante e desejar um bom dia a todos….
O amor acaba. Numa esquina, por exemplo,…
Paulo Mendes Campos: O amor acaba. Numa esquina, por exemplo,…
O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova York; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.
Balança
Aconteceu esta semana:
Fui pesar tinha uma velhinha (bem magrinha por sinal) ao meu lado que perguntou: deu cento e quanto?
Respondi …….
E ela: tem certeza que não deu mais que isto? Ohhh ódio
Velhinha inconveniente.
Como disse uma amiga né Seleucia Fontes: Pode nem xingar, senão é acusada de maltratar velhinhos
😂
😂
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Lição aprendida

Dentre as lições que aprendi com meu pai, ainda criança, na base de cinto, e que me acompanham desde então, estão duas, sendo a primeira: sempre respeite os mais velhos.
A segunda: se você é visita e almoça, janta, lancha, toma água ou suco, você deve lavar o talher que utilizou, mesmo que o dono insista para que você não o faça, ou seja, você tem que fazer.
Entretanto, se a situação for inversa e você for quem estiver recebendo visita, não deixe ela ter trabalho algum, salvo, se ela tiver tido a mesma educação que a sua e insistir muito, mas muito mesmo, o que fará com certeza, se tiverem tido a mesma criação.
Lembro como se fosse hoje que eu tinha uma tia que almoçava todos os dias em nossa casa, mas nunca lavava o seu prato e aquilo me intrigava, afinal éramos da mesma família, então devíamos ter tido a mesma criação e por consequência, ela deveria lavar o seu prato, afinal era todos os ‘dias’.
Um belo dia, na ingenuidade de criança, disse a ela: tia, a senhora sempre almoça aqui em casa, mas jamais lava o seu prato, lava a sua xícara ou o seu copo e isto é muito feio.
Porém, feio foi a forma que o meu pai me olhou e de imediato fui para o quarto, como devíamos fazer, quando ele nos olhava daquele jeito, pois sabíamos que havíamos feito algo errado. Isto foi outra coisa que aprendemos (fruto de nossa criação).
Após minha tia ir embora, meu pai foi até o quarto com o cinto na mão, ordenou que eu ajoelhasse, e a cada cintada, foi explicado tudo que expus acima e um pouco mais, e ia dizendo: ela é sua tia, é mais velha e merece ser respeitada, portanto nunca mais repita o que você fez hoje.
Jamais esqueci a lição.
Se bem que de vez em quando, ele consegue me estressar, perco a paciência, esqueço por alguns minutos a lição, grito com ele, mas logo depois peço mentalmente que Deus meu perdoe pelo deslize, afinal ele é meu pai.
O porque desta pequena/longa explanação? É só porque observo que nem sempre os que são criados na mesma família tem a mesma educação, ou seja, os dedos das mãos são cinco, mas não são iguais…. E isto vale não só para pratos lavados, mas para todas as ações do dia a dia….
Meu querido diário
Quando era mais nova, adolescente, até uns 25 anos, escrevia diários. Como era bom desabafar com um amigo, que jamais iria contar nada a ninguém (lógico que iria se fosse encontrado, mas eu o escondia bem).
Depois dos 25, já recém-formada, trabalhando, buscando um lugar ao sol, fui aos poucos esquecendo de escrever nos cadernos, agendas. Não que eu tivesse parado de escrever, escrevia e muito, mas já não eram as minhas histórias e sim a de outras pessoas, da cidade que me dava oportunidades – Palmas e do estado que me acolhera – Tocantins.
Já realizava meu sonho de ser jornalista, já não era apenas um canudo na mão, mas a caneta, o teclado, a tela e o jornal impresso dando provas de que havia conseguido traçar meu destino, galgar mais um degrau em minha vida.
Com o tempo, o velho diário foi substituído por amigas. Sim eu tive amigas antes – Simone, Christiane e Vilma, que estavam sempre a ouvir minhas confidências, que eram passadas depois para os meus diários e com detalhes a mais.
Seus nomes estão em meus diários. Aliás foi Simone, a Tomé, que me ensinou o valor de um diário. Mas depois dos 25, vieram as novas amigas, já que a minha vida mudara muito, mas eu na essência continuava única.
Com o tempo, além de ser substituído, o diário foi esquecido, mas as vezes eu fazia um ensaio de voltar a escrever, contundo a correria, as preocupações com a vida e até mesmo a preguiça eram maiores. O velho amigo havia sido esquecido definitivamente.
Passado o tempo, vieram os blogs e sou adepta a eles. Tanto que escrevo agora para postar este texto no meu, mas não é como um diário. Todo mundo irá ler, então não poderei colocar confidências, colocar todos os meus sentimentos (se bem que nunca fui de muitos pudores e já fiz isto sem medo, mas a maturidade chegou né).
Sei que não voltarei mais a escrever um diário, mas ainda posso ler os que me sobraram do passado e relembrar tudo aquilo que um dia tive medo de confessar a alguém.
PS- Sinto que não consegui terminar este texto como deveria.
Companhia
“A vida é uma jornada que se torna muito melhor com um companheiro a nosso lado. Claro, esse companheiro pode ser qualquer pessoa. Um vizinho do outro lado da rua ou um homem do outro lado da cama.
Uma companhia pode ser uma mãe com boas intenções ou um jovem planejando algo nada bom. Ainda assim, apesar de nossas melhores intenções, alguns de nós perderão sua companhia durante o caminho.
E então a nossa jornada se tornará insuportável. Veja você que os seres humanos foram feitos para várias coisas, mas viver na solidão não é uma dessas.” Anônimo





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