Me perco

Me perco
Em seus olhos
No seu sorriso maroto
Me perco
Me acho
Sou tua e disto não tenho dúvidas.
Em nossos beijos, nossas histórias
Satisfaço minha sede de você em seus braços que me entrelaçam
Em suas mãos que me tocam.
Em teu corpo me transporto para um mundo de aventuras
Para um universo paralelo….
Onde apenas sei que, sou eu que sou tua!

Por: Inez Freitas

Por vezes penso em suicido, quase sempre

“Sentir a vida esvair-se pelas veias abertas dos pulsos, o ar faltar nos pulmões e o coração começar lentamente a parar devido a força que os comprimidos lentamente roubam a todos os músculos, o corpo começar a deteriorar-se intrinsecamente, com ácidos e substâncias que provocam pulsões tais que o corpo se auto destrói com a intensidade eléctrica do corpo, o sangue e a carne a expelirem-se através da atmosfera, depois dum embate no solo frio e indiferente, depois da vertigem da queda, ou então… o chumbo trespassando o cérebro, beijá-lo e dizer-lhe com carícias na mente: Descansa. O sofrimento acabou…” (anônimo)

O texto narrado acima é assim que me sinto, mas não consigo fazer. Não por hora. Meus remédios  não me deixam. Sei que prometi lutar, e sei que que sou fraca, que estou falhando. Deixa-me chorar a minha dor, deixa-me fugir. Queria acreditar que posso ser feliz, que posso fugir daqui…mas não consigo.

“A dor leva-me de dia para dia. Estou tão perto da morte e simplesmente não consigo toca-lá. Queria acabar com tudo, com o sofrimento, com a dor. Ninguém consegue compreender o que sinto, ninguém me ouve, estou sempre à margem de tudo, será que sabem que existo? Já não sei o que fazer, sou percorrida pela dor e não consigo compreender isso. Quem sou eu? A verdade é que nunca cheguei a saber e nem sei. Desejo tanto fugir, acreditar que sim, desejo a morte, que ela me leve. Sinto tanta dor, é tão difícil viver assim…”

“Cada lágrima perdida nos meus olhos vazios, leva o meu sofrimento. Quero gritar, quero deixar voar os meus sentimentos, mas não consigo, apenas solto gemidos surdos e estranhos. Sinto-me cega não consigo ver o porquê da minha solidão.”

“Quero acabar com toda esta incompreensão. Abraça-me, consegues sentir-me? Dói-me a alma, das palavras frias e cruéis que eu mesma me dirijo, quando apenas te pedia para me ouvires e não me ouves por falta de tempo. Como preciso de ti, porque achei que poderia ser meu amigo e me compreender . Deixei-me enlevar no vazio e agora apenas desejo  morrer longe de tudo, longe de todos, no meu mundo, que sempre procurei e onde me fechei para nuca sair, para nunca ninguém conseguir entrar.”

Para quê viver neste mundo? Por vezes é difícil encontrar um sentido para a nossa existência…Porquê??????? Porque não acabar com este sofrimento?…Porquê ter medo? Tudo se perdeu na minha vida, perdi-me naquilo que sempre procurei, perdi-me no vazio, perdi-me no silêncio…estou só! A minha Vida arrasta-se no medo de sentir dor e chorar só para dentro o que me dói…

Tenho medo da solidão, da qual sempre tentei fugir…mas agora…estou só…nada mais me resta, senão o abismo. Às vezes dói muito pensar que estive tão perto de conseguir tudo aquilo que sempre desejei e me deixei cair no esquecimento….

Como quis que me ajudastes, como desejei. Obrigada por tudo. Quando a hora chegar você saberá.

 

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