Dando a volta por cima

Hoje atendo ao pedido de uma pessoa muito especial, que tem me ajudado em me crescimento e mesmo de longe me dando forças dedico este poema a ela. O poema não é somente para ela, mas todas as mulheres, assim como nós duas, que em algum momento precisou dar a volta por cima ou ainda continua tentando.

Por Inez Freitas

Após tanta dedicação
Amor e comprensão
Levastes um não
Depois de anos
Meses,semanas e dias

Ouvistes que era
Boa demais, que
A relação estava
Desgastando-se

E na hora sentistes
Fraca frente
À Dificuldade
Sentistes frágil

E o coração em frangalhos
Parecia não resistir
Olhavas pro lado
E respostas não achava

Frustração era seu maior
Sentimento, além de perda
Entretanto, no meio de tanta
Confusão sentimental

Veio a maior descoberta
A sua capacidade de reagir
Passados os  momentos
De impotência e raiva

Percebestes que eras forte
O suficiente para superar,
Pois  todos tem O direito
De fazer as suas escolhas

Enxergastes tua capacidade
Conseguistes entender os seus limites.
Percebestes que, após uma derrota,
Sempre há novas oportunidades.

Aceitastes que viver é sempre frustrante.
E assim destes a volta por cima
E és maravilhosa e que podes
Compartilhar a experiência difícil
Com quem esteja na mesma situação
Para que a outra pessoa
Possa dar a volta por cima também

Atrás de estrelas

Além de nossa homenageada de hoje Ohanna nos brindou com sua criatividade.

Por Ohana Patiele

Era princesa e estava ficando velha. Não tinha mais escapatória, tinha que casar!
Então fizeram o baile. Entre o guerreiro bonitão que já havia namorado todas e o príncipe perfeito que só sabia falar de si mesmo, preferia a masmorra. Ela de vestido de bolo de aniversário, via o povo dançar alegremente e os jovens tentando lhe chamar a atenção. Tédio!
Resolveu sumir. Saiu à francesa e sentou no jardim. No meio da escuridão conseguiu enxergá-lo. Ele sentou do seu lado e conversou sobre as flores até elas murcharem. Sem perguntar nada, achou um lugar no colo dela e decidiu ficar ali.
Cantaram desafinadamente, dançaram sem música, trocaram segredos e ela gostou. Gostou não sei do que, mas sabia que aquele era o melhor.
Devia ser o jeito de dizer que gostava sem dizer nada, ou aquele jeito tímido de fazer travessuras ou porque não haviam máscaras.
Ou devia ser o tal do All Star azul que não combinava com a roupa.
Talvez porque a deixava sem fôlego cada vez que interrompia suas falas com beijos cheios de promessas.
Ninguém sabe, ninguém os viu mais. Dizem que foram atrás de estrelas.

O falso bonzinho

O poema atende ao pedido de uma pessoa  que pediu para não revelar o nome.  A í está, de acordo com as descrições repassadas por ela. Espero que goste.

Por Inez Freitas

Ele chega e te encanta
Fala palavras que deseja ouvir
Sempre cordial
É um anjo à primeira vista

Estabelece boas relações
E com elas jamais  brigar
Mas não se engane
É simulação da falsa bondade

Na realidade seu objetivo quer alcançar
E as defesas femininas destruir
Don Juan de Moliére
Exemplo clássico do falso bonzinho

As suas presas ao conquistar De lado as largava
Comprovando que falso bonzinho
Não tem época nem lugar

O falso bonzinho
Preocupa-se só consigo mesmo
Ganha sua  confiança
E jamais se envolve

Então, cuidado
Porque ao seu lado
Pode ele estar
Pronto para te valorizar
E depois largar.

A menina e o contador de “causos”

Atendendo ao pedido da leitora Joelza postamos sua crônica. Aqui os espaço é aberto. Se tiver alguma. Mande a sua também.

Por  Joelza Oliveira

Estava ela com a idade de cinco anos, quando começou a entender os acontecimentos que envolviam a aura misteriosa do vilarejo onde fora morar, desde o seu primeiro dia de vida. Lá, nas noites em que a luz da lua permitia, ouvia de um certo morador misterioso, conhecido apenas por Sargento Venâncio, a narração de alguns episódios, que por conta de sua inocência, guardava como verdades quase absolutas. Enquanto ouvia os “causos” imaginava os cenários, aonde ora vinha à sua mente, lobisomens perseguindo caçadores, que também eram seus vizinhos; ora outros vizinhos que em outros “causos” eram os próprios lobisomens; ora vizinhas, que na sua imaginação poderiam ser algumas das famigeradas matintas pereiras locais, que segundo os moradores, circulavam todas as santas madrugadas no povoado

Mesmo sendo uma menina, não tinha paciência com bonecas, e seu brinquedo favorito, nada mais era que uma pequena varinha de pescar. Quando sumia sem explicação, seus pais já sabiam onde a garota poderia ser encontrada: ou às margens do rio Piriá, ou na casa da índia Maria Gaia, que mesmo sendo de idade avançada, era com quem passava horas conversando sobre lendas amazônicas, a maioria delas, sobre os próprios ancestrais da amiga, ou ainda comendo lapial assado, peixe muito apreciado pelos indígenas que moravam nas redondezas no povoado, ou ainda aprendendo a fazer tipiti. Mas, na maioria do tempo, ou quase sempre, a menina ficava no sítio do contador de estórias sargento Venâncio, que apesar de aparentar ter uns 60 anos, sua idade era apenas mais uma incógnita, sobre ele.

No pequeno povoado de nome Japiim, cercada por uma imensidão de matas e rios, circulavam vários comentários, dando conta que o misterioso Venâncio teria ficado perturbado do juízo, por causa de choques elétricos, motivados por uma desobediência na época que servia ao exército, na capital do Estado do Pará.

Lugar de muitas estórias, nem mesmo as que Sargento Venâncio contava, era mais comentadas que aquelas, sobre a vida do próprio contador de “causos”, um enigma para todos, pois da vida dele, pouco se sabia, já que ninguém tinha coragem de entrar no sítio para verificar a veracidade de suas estórias, que tinham como cenário sua própria cabana. A menina sabia de quase tudo, a respeito de Venâncio, pois era destemida suficiente para ter tido coragem de entrar lá, por diversas vezes. Numa dessas vezes, fora mordida por um dos seus doze ferozes cães. Isso acontecera no inicio da amizade, pois depois os cães também se tornaram amigos da pequena menina.

Entre as centenas de estórias contadas à menina, numa delas, Venâncio dizia que tinha uma filha juíza e um filho médico, que segundo ele, moravam na capital. Para a menina, ele era meio “aluado”, mas sobre algumas coisas, ela tinha certeza que ele falava a verdade. Uma delas, por exemplo, tratava-se da criação de cobras, mucuras e lagartos, que faziam parte do seu cardápio e que ela já havia presenciado por várias vezes, os répteis e marsupiais sendo assados.

Além da fértil imaginação de Venâncio, ele tinha uma estranha e inexplicável mania de erguer construções de madeira com paredes de barro, nos mais diversos sítios que ele possui na localidade. Foi graças a esta mania que a fama de louco havia se espalhado por todo o município de Viseu. Alguns desses “prédios” tinham dois andares, sem nenhuma escada ou qualquer outro elo entre os pavimentos. Só ele conseguia passar do primeiro para o segundo andar, com a ajuda de uma espécie de andaime que ele carregava consigo, sempre que saia para visitar as construções, onde ficava uma semana em uma, uma semana em outra…

A menina bem que tentava convencer as pessoas da vila, dizendo que Venâncio não era louco, e sim criativo, mas ninguém acreditava nisso, apenas ela mesma. Ela muito tentou ajudar nesse sentido, mas a ela não davam ouvidos, em função de sua pouca idade. Alguns diziam que a criança também não era bem certa, pois para eles, quem fosse certo das idéias não acreditaria no amalucado contador de “causos”. Os pais da corajosa criança já haviam desistido de pedir para que a filha mantivesse certa distância do amigo.

O mais curioso é que mesmo sem credibilidade, ele sempre estava cercado muita de gente, que ouviam suas peripécias, onde ele mesmo era o personagem principal e de onde sempre saía vencedor, fosse nas lutas contra lobisomem, mulas-sem-cabeça, ou nas brigas com sucuris gigantes dos imensos rios da região. E a menina, no alto dos seus de 8 anos, começou a registrar em um caderninho, tudo que ia ouvindo.

Quando completou 10 anos, a menina teve que ir morar em uma cidade relativamente distante, para continuar seus estudos. No dia da sua viagem, seu amigo não se encontrava na vila, tinha ido caçar, e certamente voltaria com um novo estoque de “causos”. Ou talvez nem mesmo tivesse ido, mas na cabana ele não estava, a menina já tinha se certificado. Poderia muito bem ter se afastado de todos, pensara ela, já era sabedora de que em algumas vezes, ele já tinha feito isso: enfurnava-se em um dos seus sítios, para maquinar em sua mente, novas narrativas. Ela, como se estivesse prevendo algo, chorou copiosamente; parece que adivinhara que não reencontraria mais, seu grande amigo, pois mesmo com as notícias que vez ou outra recebia, por vários anos após ter ido embora, por idas e vindas da vida, o reencontro jamais acontecera.  A última notícia que ela teve sobre ele, foi justamente uma que informava que Venâncio estava tratando de um ferimento grave em um dos seus membros inferiores.

Anos depois, justamente em um dia muito especial, da vida da menina, agora com vinte e poucos anos, e morando em outro estado, ficara sabendo que ele teria morrido em um hospital de Belém, por complicações vasculares, causadas por uma trombose, em função de picada de uma de suas cobras de estimação.

No dia do velório, em meio a comoção com a notícia da morte de sargento Venâncio, notícia essa que havia se espalhado de uma ponta a outra do enorme município, dois desconhecidos adentraram o velório, que estava ocorrendo na igrejinha da comunidade. Seriam eles: juíza Telma Venâncio, e o médico Jeová Venâncio, os filhos que ele dizia ter e que ninguém acreditava. Assim, a população entendera que o misterioso sargento Venâncio não era assim tão lúcido, embora a menina não o considerasse totalmente certo, nem totalmente louco; nem tão mentiroso, como todos o julgavam. O fato é que até hoje lá “praquelas” bandas, ele jamais caiu em esquecimento. Na verdade, ele, assim como a índia Maria Gaia, passou a fazer parte do imaginário popular da pequena vila Japiim, pertencente ao município de Viseu, localizado no nordeste do Pará.

Quanto à menina, que àquela altura não era mais tão menina assim, não foi possível se despedir de amigo, pois sua formatura seria naquele mesmo dia, em um estado vizinho ao seu estado de origem, mas em memória do contador de “causos”, no íntimo do seu coração, ela dedicou sua conquista, nada mais justo, afinal de contas, foi por causa das narrativas de sargento Venâncio, que ela havia pegado gosto por escrever.

 

Olhar-te nos olhos

Por Inez Freitas

Quando pensava em ti
Era sonho de criança
Se tornando realidade
Sentia tudo e nada
Você era muito e pouco
Sonhos de criança
Se tornando realidade
Gostava disto

Hoje olhar-te nos olhos
É ter vergonha de mim mesma
É saber que me negastes
Que nada para ti represento
Que nada em você acrescento
Olhar-te nos olhos
É saber que os sonhos de criança
Se tornaram realidades de adultos
Olhar teus olhos
É morrer um poucos
Todos os dias de minha vida.

Portas fechadas não se abrem

Por Inez Freitas

Não gosto

Não quero

Não consigo

Não sinto

É fácil fingir, tão fácil

Minha verdadeira identidade

Ninguém jamais há de conhecer

Portas fechadas

Não serão abertas novamente

Não conseguiria

Porque no fim

Tornei-me sombra de mim mesma

Como diz o poeta:

“Do riso fez-se o pranto”

E é um choro que não seca

Mas fingir é uma arte e faz parte

Andar, ser, chorar, sorrir, brincar, brigar

E não viver.

Pensar que tanto sonhei

Que tanto amei

E nada realizei.

 

Se sonhei?

Por Inez Freitas

Se tive sonhos?
Eu sonhava sim!
Queria poesia em minha vida
Me perguntas se sonhei?
Sim e sonhei em ser sua amada
E dos teus sonhos a parte mais lembrada
Sonhei em ter você ao meu lado
Se renunciei aos sonhos?
Não é que….
De repente  o sonho acabou
Entretanto,
A lembrança do teu amor ficou.

Desafio da Incredulidade da Inez

Abaixo estão três textos. Em um deles, como eu via a vida há uns sete meses.

Nos outros dois Alessandra Bacelar e Abelson Ribeiro mostram a Inez sob o ponto de vista deles.

Tá lançado o desafio: A Inez é incrédula mesmo? Deixe seu comentário, sua resposta, opinião. Vale quase tudo.

Para alguém especial

Por Inez Freitas

Nunca fui de desistir de nada na minha vda. Fosse fácil ou difícil eu corria atrás. Mas pela primeira vez desisti. Desisti de você, aquele cara que conheci há tão pouco tempo e mexeu tanto comigo, aquele cara que acreditei.

Acreditei nas propostas, nos sonhos, enfim em tudo o que me disse. E ainda continuo acreditando porque você tem um futuro brilhante pela frente.
Gostaria de fazer parte deste futuro e poder estar ao seu lado, pois tenho certeza que faríamos uma ótima dupla . Gostamos das mesmas coisas, curtimos rir juntos, e aventuras.

E às vezes tenho a impressão que me olhas com cumplicidade, talvez seja engano meu. Fruto de minha imaginação.

Entretanto, ao seu lado me sinto confusa, adolescente. Não sei o que fazer e nem como agir. Nunca tive medo na minha vida e agora tenho pela primeira vez. Estou me sentindo frágil, como se fosse quebrar a qualquer momento.

Mas, a mesmo tempo ao seu lado me sinto forte, com raciocínio rápido,  querendo ser sua cúmplice e ser somente sua e para sempre e acredito que isto possa ser possível.
Escrevo por ser a melhor forma de me expressar, afinal como diz o ditado: “melhor não dormir com vontade do que arrependida”.  E não quero mais dormir arrependida e sim dizer o que sinto. Eu o amo. Não sei o motivo. Não me pergunte. Só sei que desde que o conheci você não sai de minha cabeça um só minuto.

Então, vamos tentar? Eu acredito que vai dar certo e você?

PS – Este texto foi escrito há cerca de sete meses e eu ainda gosto da pessoa, que não apostou no relacionamento. Sou bipolar e na primeira e outras  crises ele saltou fora.  Não segurou a onda. Enfrentei desafios por ele que jamais pensei que poderia fazer por uma pessoa.  Tive muitas perdas por causa dele e acredito que até de amizades. E daí? A vida continua e eu estou aqui para aprender.

Mas principalmente aprender a perder e quem sabe ganhar.

A Incredulidade da Inez

By Alessandra Bacelar

Nunca vi pessoa tão cismada…
Difícil acreditar em qualquer parada…
Mulher precavida é daquelas: ver para crer…
antes de tudo, ler, reler…
Não acreditar na primeira impressão…
Não se levar pelo puro tesão…

Não vejo isso como um coisa negativa…
É apenas uma nova perspectiva…

O que ela quer da vida???
Ser amada, ser reconhecida…
Encontrar o par perfeito…
O companheiro que não seja tão estreito…
e sim um homem de visão…
que a leve além da imaginação…

Bom, assim é a Inez…
Uma coisa de cada vez…

Incrédula ela é…
Está a espera de alguém que a convença da cabeça ao pé…

Desculpas e lamentos

Por Cidiane Carvalho

Desculpe, mas não é você. Lamento, mas não sou eu.

Eu não consigo me habituar com esse sentimento dentro de mim. Essa sensação de “acabou”. Eu já tive essa sensação outras vezes. Não foi a primeira e certamente não será a última. A vida é feita de ciclos. Nós os abrimos e fechamos de acordo com o momento em que estamos vivendo. Mesmo assim incomoda.

Mas dessa vez eu percebo que é diferente. É diferente porque, antes de acabar, o que eu vivi e senti foi completamente distinto de tudo que eu já havia vivenciado. Eu sonhei, eu encantei, eu voei. Eu amei!

Uma vez eu ouvi que, se pronunciássemos o verbo amar no passado, significava que não tinha sido amor. Porque o amor é sempre conjugado no tempo presente. Não existe conjugação no passado para o amor. Não é que eu discorde disso, até acho que faz sentido. Mas nessa minha imperfeição de humana eu me reservo no direito de dizer que eu amei, sim. No pretérito mesmo. Eu amei! Mais do que eu poderia esperar e o máximo que eu pude aproveitar. Eu amei da melhor forma que eu pude amar naquele pequeno espaço de tempo.

Mas agora acabou. Fato! That’s over, baby! The end!

E ainda assim dói.  Saber que não há mais o que fazer dói. Porque, ao mesmo tempo em que se quer reverter a situação, também quer deixar acabar por si só. É a saudade vir forte, uma vontade de dizer um oi, saber como anda a vida, pra saber se está bem. Só pra ouvir a voz. E, ao mesmo tempo, desejar que desapareça, que morra, que sofra como eu estou sofrendo, que seja feliz. É também não sentir mais nada, apenas dormência. Esse deve ser o sinal do fim.

Me desculpa se não é você. Da mesma forma que eu lamento por não ser eu. Gostaria que tivesse sido diferente. Mas a vida nem sempre funciona como queremos, gostaríamos ou planejamos. Ela simplesmente acontece. Às vezes nos atropela, machuca, deixa feridas e poeira sobre nosso corpo dolorido. Só nos resta levantar, passar mertiolate nas feridas, sacudir a poeira e seguir em frente mesmo doendo. Até sarar.

Promessas não cumpridas

Por: Inez Freitas
Aprendi uma coisa muito importante nesta minha curta vida: prometer ninguém é obrigado. Cumprir sim. Promessas são desejadas e muitas vezes escritas para quem são prometidas. As promessas na alegria ou na dor, são promessas para uma vida inteira, até que se cumpra. Mas, muitas vezes são esquecidas antes de cumpridas e sempre lembradas quando a dor insiste em visitar nossos corações e aí as lágrimas enchem nossos olhos e nos lembram que de alguma forma fomos traídos pela promessa não cumprida.

Quantas promessas fiz e não cumpri. Como me arrependo. Hoje não faço isto. Mas dizem que se não aprendemos pelo amor, que seja pela dor. Eis aí mais uma lição de vida. Desejo que uma promessa seja cumprida e não será.

De todas que me prometeram esta era a única que eu queria que fosse cumprida, porque foi um amigo querido que prometeu, e amigos se protegem. Dolorido né? Nunca me incomodei com isto antes, afinal as pessoas esquecem, já haviam feito isto comigo e nao havia tido dor. Entretanto, agora tô aprendendo pela dor. Fico lembrando das promessas de amigos, mas não me incomodo mais. Porque amigos de verdade, uma hora lembram e quem sabe um dia cumpram.

Até porque sou aquela que não acredita em fadas, duendes, gnomos, papai noel e muito menos neste ser chamado homem, quiça em promessas, feitas pela humanidade em geral.
Passível de cometer pecados, o homem é o único ser capaz de magoar de forma tão profunda que as vezes é impossível esquecer.

É o único capaz de matar, roubar, esquartejar, violar, destruir.E depois olhar para trás e fazer de conta que não foi ele.

Que o Pai maior tenha piedade dele, porque ele mesmo não tem consigo próprio.