Porque uma vida a dois não é fácil, aliás, jamais foi. Todo dia uma descoberta, seja ela boa ou ruim, vai estar ali. E é neste momento que cabe aos envolvidos na relação decidirem se querem seguir em frente ou parar naquele dia.
Confesso que às vezes dá vontade de parar, porque afinal estarmos juntos é concretizar planos a dois, temos que abrir mão de alguns privilégios individuais, deixar sua autonomia para pensar a dois. E então você pensa: que buraco me enfiei, será que dou conta de sacrificar tanto?
Daí lembro que isso não precisa ser sacrifício, e não necessariamente preciso considerar uma perda, mas sim um investimento no crescimento, na maturidade, dentre outros ‘entos’, porque afinal uma vida a dois representa apreender a ceder, respeitar a individualidade do outro.
Mas acima de tudo ter paciência, e olha que esta palavrinha tem um significado terrível para mim, pois devo ter deixado a minha no útero da minha genitora. E falando francamente tem hora que me dá vontade de chutar o balde, mas lembro de que terei que buscar água para enchê-lo novamente. E se deixei a paciência no útero da genitora, infelizmente a preguiça é meu sobrenome.
Brincadeiras a parte, acho que a vida a dois é a maior prova que temos a enfrentar em nossas vidas, maior que as de matemática que o professor Maurício aplicava no colegial e eu zerava em quase todas.
Tá, eu ainda não zerei na prova do casamento, porque ao meu lado tem uma pessoa que tem uma paciência que é tanto maior que a minha, e ele de certa forma me ensina algumas coisas como o companheirismo, a dedicação, a renúncia de mim mesma, mas sem deixar de ser eu mesma. E isso mesmo que ele queira que eu seja outra, como a Angelina Jolie.
E ele ainda tenta fazer com que eu seja meiga, coisa que sabemos jamais irá acontecer. Nós temos certeza disto.
Enfim, não existe fórmulas para um relacionamento a dois dar certo, mas apenas entender se desejo seguir em frente ou parar naquele dia.
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