Este é um texto mais pessoal, de lembranças boas…
Dia 3 de agosto de 2023: 25 anos como servidora pública da Prefeitura Municipal de Palmas.
De 3 de agosto de 1998 a 29 de novembro de 2000, trabalhei como contratada. Em 2000, prestei concurso e passei (5º lugar), mas, ao contrário da maioria, tomei posse somente no dia 29 de novembro, com um oficial de justiça ao lado.
Detalhe, fiz o concurso porque, na época, estava na Educação e as minhas colegas de trabalho — Dinay, Leuda, Rejania, Eliane e mais uma que já faleceu (nunca lembro o nome dela) — fizeram uma vaquinha, arrecadaram o dinheiro e ainda arrumaram o veículo para me levar para que eu pudesse fazer a inscrição. Mas isto é uma outra história. A elas, minha eterna gratidão.
Tive que entrar na justiça, uma vez que na época invadiram minha residência e levaram tudo, inclusive o meu diploma. Então, contratei advogado, e fui em frente, visando postergar a posse, para conseguir uma segunda via do documento, já que não aceitavam a cópia autenticada que eu tinha.
Tive que entrar na justiça, uma vez que na época invadiram minha residência e levaram tudo, inclusive o meu diploma. Então, contratei advogado, e fui em frente, visando postergar a posse, para conseguir uma segunda via do documento, já que não aceitavam a cópia autenticada que eu tinha.
Mas, oficial, por quê? Não fazia sentido, pelo simples fato de que, anteriormente ao contrato assinado, trabalhei uns três meses sem receber um tostão furado, com o saudoso Matheus Júnior, que não cumpriu com a promessa de efetuar o retroativo. Ou seja,todos tinhamconhecimento do meu caráter e retidão.
Mas, oficial, por quê? Não fazia sentido, pelo simples fato de que, anteriormente ao contrato assinado, trabalhei uns três meses sem receber um tostão furado, com o saudoso Matheus Júnior, que não cumpriu com a promessa de efetuar o retroativo. Ou seja,todos tinhamconhecimento do meu caráter e retidão.
Se tenho raiva dele? Não! Aprendi muito com o Matheus, que devolvia meus textos todos rabiscados de vermelho, mostrando os erros de conjugação verbal, de análise dos fatos e muito mais.
Talvez o que ele fazia no passado possa soar como constrangimento e assédio para muitos hoje, mas naquela época representava para mim somente aprendizado. Era mais uma escola pela qual estava passando e aproveitava com uma pessoa no deserto sedenta por aprendizado.
Pode ser que os meses que não recebi façam falta para minha aposentadoria no tempo certo, mas o que são três meses perto de tanto aprendizado nestes 25 anos.
Amigos
Vinte e cinco anos em que tantas pessoas passaram por minha vida. Lembro com carinho de cada uma: Joana Nolassco (ainda estamos na labuta juntas), Ivonete Bueno (que foi morar fora), Sr. Edson, fotógrafo. Leuda Lustosa, Dinay, Rosangela Santos Vieira Sul, Renato Melo, Ione Melo, Aldy, Silvana Teixeira, Walter Balestra, Luciano Matos, Polyana Pegoraro, Emmanuela Daltro, Dona Eny, Isabel Cristina, Didia, Vânia Vamalia, Yrene Nakamura. Alenomar, Fábio Brito, Hiago, Diogo (Di), Lukas Franco, Flávio, Evely, Rejania, Kênia, Edinaldo, Eliana Rodrigues, Euzeni, Messias Aparecida, Nayara, Claudiomar, Gilmar (informática), Ana Paula (Saúde), Wherbert professor Fidêncio Bogo, a Josa, Djanira, Cecília, Dr. Neirton, Silnvaldo Neves, Gustavo Botós (a quem considero um bom amigo, e acho que fui sua primeira amiga na Prefeitura); Gustavo Bonilha, Valtuir, Ruth Bernardes, Simone Beltrão, Rafael (Quem Sabe Sofre), Gleiçon Bastos, Meire carreira, Ana Rúbia, Jocielma Lourenço, Lázaro, dona Eva, professor Fidêncio Bogo, Victor Uchoa, Tulio Sabino, Valter Borges (como eu o pentelhava por conta do IPTU), além do Wagner e Oscar das Obras, Valéria (Sesmu), Agostinho (Sesmu), Taygo.
Proponho pararmos de citar nomes, são tantos, que se fosse enumerar todos, seriam folhas e folhas, mas todos que passaram por minha vida ao longo destes 25 anos se sintam abraçados e tenham a certeza de que foram muito importantes em minha vida.
Se bem que muitos nem sei onde estão, por onde andam. Sinto saudades.
Entretanto, há outras de que tenho ranço danado, uma ojeriza, que nem sei explicar, porém, não citarei nomes, seria deselegante da minha parte.
Nesses 25 anos, muitos partiram, e eu chorei, como se fossem meus irmãos, e muitos na pandemia, pela má gestão de um governo federal que fazia piada com quem estava dando seu último suspiro. Outros foram antes, e eram amigos tão queridos.
Confesso, entrei no serviço público, sendo uma pessoa grossa, ranzinza, cheia de raiva no coração. Contudo, não era por ser funcionária pública e sim coisas particulares, era o meu jeito, minha autodefesa desde criança.
Mas saibam que eu resolvia as coisas e me dava bem com a imprensa e isso poucos poderão falar mal ou reclamar de mim como profissional.
Não deixava nada mal resolvido, e nem o fato de secretários héteros me assediarem, assim como seus subordinados, tiraram minha dignidade e de realizar um trabalho profissional, e sabendo que eu não cedia, me retaliavam e me jogavam no ostracismo. Mesmo assim, nunca abaixei a cabeça, nunca deixei de ser a Inez, cabeça erguida, trabalho bem feito.
Para mim, Maria Inez, a Inez, o mais importante sempre foi a gestão, o povo, por ser para a população palmense, que como funcionária pública eu trabalhava e tentei não falhar com ela.
Gestores
Passei por quase todas as gestões, exceto a do Fenelon Barbosa e Eduardo Siqueira Campos. Comecei com o meu finado amigo Dr. Odir Rocha. O respeitava tanto, pelo seu caráter, humildade e dedicação em cuidar da cidade. Acordava cedinho, antes das quatro da manhã, para ir visitar as unidades de saúde, as obras, as escolas.
Acompanhava tudo de perto. Nunca duvidei do caráter daquele senhor, pois sabia ter pulso firme nas horas certas, assim como se retirar de cena quando era devido.
Logo após, assumiu a Nilmar Gavino Ruiz, com ela pessoalmente não trabalhei muito, mas sim com seu secretariado. Alguns não tenho boas lembranças, entretanto outros ficaram e estão no meu coração até hoje: Cláudia Lélis, Rogério Ramos, Oscar, Wagner (obras). Estes sempre terão o meu carinho, souberam reconhecer meu potencial e me defender sempre.
Entretanto, foi na gestão do Raul Filho que descobri do que realmente gostava de assessorar: a Saúde, o Desenvolvimento Econômico e o Turismo. E mais uma vez trabalhei com o Dr. Odir Rocha, nos tornamos mais amigos, confidentes, ele contava sobre seus problemas, conheci sua família, que hoje não mantenho muito contato, mas que jamais deixei de ter carinho.
Sempre admirei tanto a ele quanto às suas filhas, chorei a morte do amigo, do político, mas acima de tudo do homem culto que tanto me ensinou.
Dos secretários que passaram pela gestão do então prefeito Raul Filho, guardo na memória com carinho o Milton Néris, que foi um bote salva-vidas, quando mais precisei. Joel Borges, que me tratava como uma filha.
Guardo na lembrança os eventos que cobria praticamente sozinha, as exigências dos artistas que tinha que cumprir, e o carinho de alguns para comigo, a exemplo do cantor Tatau (ex-Araketu), que não se conformava por eu ser solteira. “Você é tão linda, vá para a Bahia, me procure e lá arrumo um casamento para você”. Eu sorria, agradecia e continuava meu trabalho.
E então chegou o ano de 2012, e a vez do Amastha, o qual não trabalhei diretamente e, se o fiz, foram poucas vezes, pelo que me lembro. Sei e reconheço, era arrojado e tentava dar o seu melhor, com ele a cidade cresceu um pouco mais, mostrou seu potencial, mas creio que houve falhas, principalmente para com o servidor público, e várias partes da cidade.
Era midiático, sabia como e o que falar, tinha uma boa equipe de comunicação.
E com ele veio Raquel Oliveira, quanto carinho tenho por ela, por seu cuidado com os profissionais. Por esta profissional, eu, que tenho grande admiração por ela. Ela é arrojada, durona, mas, ao mesmo tempo, cuidadosa. Nos afastamos com o tempo, mas a minha admiração está intacta até hoje.
Porém, Amastha renunciou, e com isto, em 2018, chegou o furacão chamado Cinthia Ribeiro, que muitos apostavam que iria arregar rápido, principalmente os políticos historicamente machistas do Tocantins. Quebraram a cara.
Com a sensibilidade de uma mãe que cuida de seus filhos, ganhou a confiança da população e dos servidores. Na pandemia, mostrou a que veio, tomando decisões duras que não agradaram a todos, mas não desistiu, passou pela crise, se consolidou e se reelegeu em 2020.
Com os funcionários públicos, cumpriu promessas antigas de gestores anteriores. Ela é política, polida e sabe ser firme. Se atenta a detalhes e assim a cidade de Palmas cresce, engradece e mostra que será uma grande capital, muito maior do que já. Depende somente dos próximos gestores que vierem.
Talvez eu não chegue a ver isto, não sei dos planos de Deus, mas sei que, nestes 25 anos, o período mais sofrido em minha vida foi o da pandemia. Ia dormir tarde, esperando o Boletim da covid-19, e juntamente com a equipe da Saúde de Palmas, sabíamos em primeira mão tudo que ocorria.
Quase surtei nessa época, já que com a doença vieram tantos problemas particulares que pensei que ia enlouquecer.
Vi amigos falecerem pela doença ou quase. Sofri, chorei. Não sei se tive covid, mas se a tive, Deus foi bom comigo, pois estou aqui escrevendo um pouco das minhas memórias destes 25 anos.
Com a chegada da prefeita, conheci a Deborah Lobo, que ficou como secretária de Comunicação por pouco tempo, mas pude perceber sua inteligência ímpar, outra que admirarei sempre.
Mas o cenário político se move, Deborah saiu e entrou Ivonete Mota, conhecida de longa data.
Ivonete foi uma lufada de ar fresco, juntamente com Isis e a Neuracy, que já trabalhavam comigo. As três me ensinaram tantas coisas, a ser mais leve, a acreditar mais em mim, como profissional, deixei de ser tão ranzinza, a sorrir mais, a brincar.
Com a Ivonete, aprimorei o que sempre mais amei, a gramática. Ela ainda trouxe para trabalhar conosco mais três pessoas, preciosas para mim e sempre serão: Valéria, Aline e Philipe, mas isto é outra história. Assim, e ainda tem a Bia e a Elaine que adotei como filhas, além da Fernanda e da Juliana Matos que me aquecem o coração.
Atualmente, ou seja, nos últimos meses, estou trabalhando com o Júlio e a Elaine, secretário e sub, respectivamente. Ainda não sei muito sobre eles, mas parecem confiar no meu trabalho e isto me deixa tranquila.
O secretário é de boa, sei que gostamos das mesmas coisas (exemplo: comida e Amedeo Modigliani), mas ainda não tivemos tempo para conversar sobre estes assuntos, afinal, estamos trabalhando intensamente para mostrar à população palmense o trabalho feito pela Prefeitura de Palmas.
E a Elaine é observadora, creio que vai longe, calada, na dela. No nosso primeiro encontro, nem imaginava que seria subsecretária, ofereci carona, e quem já me conhece, sabe que falei pelos cotovelos e muitas bobagens. Depois descobri, sorri e não senti vergonha nenhuma.
<p style=”text-align: center;”>Para finalizar, digo que há 25 anos abracei a Prefeitura, a população palmense a qual me dediquei muito, abracei os muitos profissionais que fizeram e fazem parte dela. Isso me enche de orgulho.</p>
Quanto às fotos, invadiram minha casa e levaram um HD externo com mais de cinco mil recordações, mas gradualmente irei atualizando a galeria com as que eu achar, e se achar.
Assim como, se for necessário, irei atualizando o texto, conforme os anos passarem e as gestões mudarem.
































































Minha amiga, você sabe que te admiro muito, você é uma guerreira. Saiu da cidade onde morava e foi em busca de seus ideais. Só tenho a dizer que sua luta valeu, que você é uma vencedora. Sempre li os seus textos e gostei muito.
Você sabe que batalhas na vida vem e passam. Vi q você passou por várias, mas é muito bom saber que você trabalhou por tudo que conseguiu na vida. Mulher vencedora, te admiro muito. Parabéns por todas as suas conquistas, você merece. Feliz por você.
Ruth Romualdo – Uberlândia (MG)
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Inês, Inês, Inês. Que história linda…
Sou muito grato por ter feito, e fazer parte da história da sua vida. Logo que conheci você na secretaria de saúde, muitos falavam que você era grossa, ranzinza e coisa e tals.
Mas eu sempre fui o tipo de pessoa que não vai pelo que os outros falam…
Eu gosto de ter minhas próprias conclusões. E te confesso uma coisa; encontrei em você uma mulher fantástica. Uma menina que na qual virei fã, e tenho muito carinho por você.
Jamais deixei que alguém falasse o contrário. Como dizia o tatau do Araketu, eu também me perguntava: porque essa menina não tem namorado? Ela é tão bonita!!! Kkk, mas isso não era da minha conta,rs e rs.
Saiba que aqui em meu coração tem um carinho que é teu.
Sempre foi, e sempre será lembrada com muito carinho…
Um abraço grande.
Victor Uchôa – Semus/Palmas
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