Tenho saudades…

“Saudades doídas!!! Daquelas que colocam em desordem as minhas ideias.

Que remexem e sacodem a minha memória, que me destroem por dentro.

Saudades do sorriso que explodia em uma gargalhada e contagiava a todos por perto.

Saudades!

Tenho saudades minhas. Muitas!

Sonhos – tudo e licença poética

Do alto da ponte ela sabia que a hora estava chegando, e pensava: nunca poderá contar suas histórias engraçadas para os netos, pois não teve filhos.

Ela nunca terá paz na vida, pois foi essa vida que escolheu. E como já disseram nem pode reclamar, pois foi essa vida que ela escolheu.

Mas ela queria viajar, ter novas experiências, conhecer novos lugares, mas a vida que ela escolheu não permitia isso.

Sim, ela tinha inveja de quem realizou tudo isso, justo ela que nunca fora era invejosa antes, agora era, mas seu coração endureceu, deixou de ser feliz, tornou-se amarga.

Ela queria ajuda dos irmãos e companheiro, mas eles não a compreendiam. Mas ela sonhava que um dia isso pudesse acontecer.

Ela sonhava com um refúgio para ir quando tudo estivesse bagunçado em sua cabeça, mas os amigos tinham outras prioridades.

Ela sonhava tanto, mas sua realidade era tão dura e aos poucos ela foi perdendo a alegria, a gargalhada contagiante, a capacidade de fazer os outros sorrirem, mas aprendeu a fingir para que todo mundo achasse que ela estava bem e feliz.

Mas ela pode dar um fim a tudo, só depende dela e que faça rápido, indolor e longe de quem possa atrapalhar. E quem sabe assim continuar sonhando para sempre com tudo que desejou e não teve.

Autora: Maria Inez Freitas de Oliveira

Dores

Já deveríamos ter aprendido que se o corpo todo dói é porque também deve haver algo errado com a alma. Mas, eu por exemplo, presto mais atenção ao corpo. A observação, a atenção à minha alma, essa vou procrastinando…

Não deveria ser assim, mas nos preocupamos tanto com os outros, com aqueles que amamos, que esquecemos até de como lidar com a gente..

E assim esquecemos que para cuidar do outro, antes precisamos cuidar de nós.

O corpo manda alertas, mas nunca prestamos atenção a ele e menos ainda na alma.

Deveríamos sermos mais afetuosos conosco, mas sempre queremos ser mais cordiais com os outros, mas como posso amar o outro, se nem amamos a nós?

Sabemos cuidar das dores dos outros, mas não sabemos cuidar da nossa.

Para alguns, a dor do próximo não importa. Acham que a dor dele é menor.

Não há dores menores, acredito que existam formas de se lidar com elas.

As dores podem vir de perdas sejam elas quais forem, amores, objetos, emprego, autoconfiança, familiares, saúde e por aí vai e não imposta qual seja, porque em cada um de nós terá intensidade.

Mas como lidaremos com elas, cabe somente a nós decidirmos. Se será com drogas, sejam ela licitas ou não; se será vivendo e achando que está arrastando grilhões pela eternidade, ou se será tentando entender e de certa forma sanar essa dor.

Não cabe a nós julgar como cada pessoa escolheu lidar com a sua dor, mas se você não puder ajudar, cale-se, pois na atualidade, uma palavra é capaz de reconstruir ou destruir uma vida.

A minha já foi destruída e reconstruída várias vezes. Sei que meu corpo hoje pede socorro. Tô correndo atrás. Se terei sucesso, não sei, mas tô tentando não desistir.

Recomeçar

Acordei pensando que quase sempre pareço com um passarinho, que está aprendendo a voar, mas a diferença é que ele tem a sua mãe, que o pega antes de se esborrachar no chão, enquanto eu não. Eu caio, quebro a asa e nem dá tempo dela curar pra tentar a voar novamente.

Quando me esborracho no chão e me machuco, que fico com a asa quebrada, simplesmente levanto, limpo a poeira e recomeço, afinal a vida não é feita de começos e sim recomeços. O único começo que temos é quando nascemos.

Eu sei… sempre caio, entretanto, não fico no chão muito tempo. Estou sempre tentando me reeinventar.

E nesse tal de reeinventar, ninguém me conhece realmente.

Mas eu me conheço, sei da minha limitações, do que sou capaz e sei que cada vez que tento voar, nem é sobre voar, mas sim sobre a coragem que tenho de nunca desisitir, apenas dar um tempo para recomeçar.