Sexo frágil

Hoje parei e comecei a meditar: mulher é um bicho estranho mesmo. E olha que faço parte desta classe e reconheço que não é fácil afirmar que somos estranhas.
Nunca estamos satisfeitas e por isto jamais nos acomodamos.
E esta estranheza, inquietude, que nos levou e nos levará mais longe ainda, aonde nunca pensamos chegar.
Gosto de pensar nisto.
Entretanto, uma coisa me incomoda: não gosto e nem quero ser igualada ao homem. Quero, pelo menos, de vez em quando, ser tratada como o sexo frágil, chorar em um ombro mais forte, de preferência bem musculoso e cheiroso.
Quero ser protegida e amparada por braços fortes e ser aconchegada a um corpo viril.
E que, pelo menos de vez em quando, o sexo mais forte pague a conta, quando sairmos, mesmo que seja eu que convide.
Que uma vez na vida e outra na morte, me cubra de mimos e me presenteie com flores. E a mulher que disser que não quer isto é burra mesmo ou mal amada. Sei lá ou tem outras preferências.
Que este homem não precise dizer que me ama, mas que eu sinta com suas atitudes, que possam ir de lealdade a sinceridade.
E caso isto não aconteça, então, que eu me divirta sem sofrer dos males do amor.
E se por um acaso um dia eu cruzar com a FDP que queimou o sutiã em praça pública (o que acho difícil) que Deus me dê, em sua infinita sabedoria, um mínimo de paciência para compreende – lá e jamais forças, pois caso contrário eu darei a ela a devida surra que merece, pois ainda gosto e curto um sutiã bonito para vê-lo sendo queimado em praça pública e justamente em nome da maldita independência feminina, que é entendida como tudo, exceto com o fato de sermos apenas mulheres com nossos direitos e deveres.
Quero o direito de acompanhar lado a lado o homem em sua jornada.
Quero o dever, de vez em quando, de ser apenas o sexo frágil.