
Antes de seu retorno, Nuray havia comprado um apartamento, local em que se encontrava devidamente instalada com sua filha no momento, acompanhada de Sila, sua fiel companheira e também babá de sua pequena Atiye.
Nuray a considerava uma amiga, por te-lá conhecido pouco antes do nascimento de sua filha. Sila procurava um emprego e se mostrou fiel e cuidadosa desde o início, além de amorosa com a pequena com quem brincava no momento.
— Dona Nuray quando a senhora irá procurar o pai dela?
— Ainda não sei, tenho medo do que pode acontecer. Respondeu pausadamente a bela mulher ao pensar nas consequências de seus atos.
Mas de uma coisa Nuray tinha certeza, os sentimentos por Repha Azimli ainda eram fortes, intensos, e era exatamente isto que temia. Cair em seu braços novamente seria tão fácil, afinal como diria Sila: mulher é um bicho bobo e sempre se joga fácil em cima daquele que considera seu amado.
Quando conheceu Repha, em uma festa, não havia sentido atração de imediato por ele. Trocaram poucas palavras e o cardiologista lhe entregou rapidamente um papel que continha o seu contato. Nuray simplesmente jogou fora, mas o destino era caprichoso e dias mais tarde se encontram em simpósio de médicos, o qual ela havia sido convidada para esclarecer sobre finanças.
De longe ela o enxergou e por um motivo estranho seu coração palpitou como não acontecia há anos. Seus olhos se encontraram, pareciam estarem se procurando avidamente.
Nuray tinha medo, mas, ao mesmo tempo, queria se arriscar, queria ser feliz. Será que isso nunca lhe seria permitido? Já havia sido traída por Alev, desistido de Baki e pelo uma vez na vida queria se arriscar, jogar tudo para o alto e se entregar totalmente. E foi o que aconteceu. O que nunca imaginava é que mais uma vez seria traída por outro homem, por si mesma e fugiria novamente.
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