Quando flores fazem a diferença

Uma rosa e um botão - uma moça e um rapaz!

Poucas vezes ganhei flores em minha vida. E olhe que sou da máxima que me dê este belo presente da natureza enquanto eu for viva, e de preferência em vaso para que eu possa plantar, afinal depois de morta não poderei admirar a beleza de ter sido presenteada com tão belo mimo?  Só tenho a lembrança de duas vezes que ganhei flores e que jamais esqueci.

A primeira, aos 14 anos, quando minha vizinha, dona Délia, tinha um jardim lindo e eu ficava cobiçando suas rosas e ela se recusava a me dar. Dizia que flores eram para ficar no pé e ser admiradas e ela tinha razão, mas eu não admitia na época. Neste ano, em meu aniversário, ao chegar da escola, dona Délia estava a minha espera na porta de minha casa e sem dar os parabéns, apenas disse séria: tem uma moça e um rapaz te esperando no quarto.

Não conhecia nenhuma moça ou rapaz. Achei estranho, mas corri para lá, abri a porta e nada vi, mas ao deitar os olhos sobre a cama vi um botão e uma rosa, que eram o rapaz e a moça (detalhe: era da cor rosa).

Neste dia chorei. Abracei, beijei e chorei aquela que já considerava como uma mãe. Três anos depois, em meu aniversário, a ajudei enterrar sua única filha, que era minha amiga e também como irmã. Em seu caixão, coloquei o botão e a rosa, já secos, que havia sido presenteada anos atrás.

Quando  fiz 15 anos, ganhei as outras flores. Presente de meu pai. Ele querendo fazer surpresa mandou-me a feira, distante de casa uns 10 quilômetros. Fui a pé, comprei o que pediu, ao retornar em casa meu pai disse que a compra estava errada e que era para voltar e refazer a compra. Assim fiz, no  final foram 40 quilômetros, mas ao abrir a porta do quarto, lá estavam as mais belas flores vermelhas que já havia visto. Talvez em sua sabedoria meu pai já que quisesse mostrar o valor das coisas me fazendo andar tanto.

E hoje ganhei, pela terceira vez, flores que jamais esquecerei. Durante à tarde recebi uma ligação, perguntando onde eu estava, uma vez que tinham uma coisa para me entregar de uma pessoa que pouco convivi e aprendi a admirar. Respondi que estava indo ao banco e que poderia ser encontrada lá.

Estava tão mergulhada em meus problemas da semana, em meus conflitos pessoais, profissionais e sentimentais de filha que nem me questionei o que poderia ser. Pensei apenas: poderia ser dinheiro, pois estou ferrada.

Enfim, já na agência bancária, após passar por duas, e bater boca com uma gerente que ao dar meio-dia não queria me atender, como havia ocorrido no dia anterior porque a ‘bonita ‘ tinha que ia almoçar e já estressada literalmente mandei que ela sentasse a bunda na cadeira, uma vez que ela iria me atender sim, estava sendo paga por aquilo, não era funcionária pública.

Ainda disse a ela que todo o mal de funcionário público e de empregados como ela era a preguiça e má vontade em informar. Se não fosse isto, pessoas como eu não estariam ferradas.

E olhe que sou funcionária pública, mas sempre trabalhei com a cabeça de alguém que trabalha em empresa privada. Confesso que tive meus deslizes, mas que eu tenha conhecimento, ninguém jamais foi prejudicado como eu havia sido nos últimos dias.

Sentada ali e esperando ser atendida comecei a jogar no meu celular, afinal o tempo tinha que passar e não havia levado meu ‘note’ para ficar matando o senhor tempo que muitas vezes é nosso aliado ou inimigo, depende de que lado da moeda você está. No momento ele era meu inimigo.

Foi quando senti uma sombra sobre mim, olhei para cima e vi o senhor Nascimento com um vaso de flores todo delicado, perguntado se eu era a Inez, respondi que sim.  Ele me entregou o pequeno vaso, esperou que eu abrisse o envelope que estava junto. Li, sorri e agradeci. Naquele momento vi os seus  olhos brilharem.

Quando o senhor Nascimento partiu, foi como se o tempo tivesse parado naquela agência bancária. Não havia mais ninguém. Apenas eu, relendo o cartão. Então, não sei se pelo peso dos problemas enfrentados durante a semana ou se pela delicadeza da lembrança e  atenção, eu chorei.

Fazia tempo que não chorava daquele jeito, com sentimento de que eu era importante para poucos, que passei pouco tempo com eles, mas neste curto período, eu havia cativado aqueles com quem havia trabalhado e que eles não haviam lido o livro pela capa e nem dado atenção aos boatos, fofocas e falatórios sobre a minha pessoa.

Não liguei para agradecer. Não foi ingratidão. Preferi  escrever, expor em meu blog algo que sempre foi tabu para mim: flores – porque elas fazem a diferença e para a minha pessoa sempre fizeram. E outra coisa, tenho dificuldade de lidar com sentimentos. Sou péssima. Mas isto  é uma outra história.

Sim, recebi flores em outras ocasiões, mas não tiveram o mesmo significado. As de hoje estavam acompanhadas destas palavras : “ Essa é uma pequena lembrança de nossa equipe à jornalista competente e dedicada ‘Inez’quecível… Muito obrigada pela colaboração, eficiência e dedicação. Sucesso sempre!”

Pois é, flores fazem a diferença, principalmente quando presenteadas no momento certo, com as palavras certas, sem muitos floreios, apenas com um pequeno detalhe e este sim demonstra que em pouco tempo aprenderam a me conhecer.  Obrigada a esta equipe que tornou o meu dia melhor e o fardo mais leve.

Palmas, 25.02.2011

Inez Freitas

Homenagem a filho, a um pai e irmãos

By Inez Freitas

O dia que chegastes
Foi juntamente
Com o nascimento de teus irmãos,
O mais lindo dia de teu pai.

Alegrias  destes a ele
Desde pequeno
Com suas risadas

Desde as suas primeiras
Palavras balbuciadas
Com sua imaginação fértil
Conseguistes encantá-lo

Foi, junto aos teus irmãos,
O teu companheiro mais fiel

A teu pai defendestes
Nas horas mais difíceis
E nelas, o confortastes com o teu colo.
Sei que ao lado
Do teu pai não estás mais.

Para missão maior
Você, companheiro fiel, foi chamado.

E teu pai daqui
Mesmo em meio ao conforto de tantos
De saudade sofre

Entretanto, a vontade
Do Pai Maior tenta entender
E quem sabe com a partida
Do amigo querido
Uma pessoa melhor ser.

E neste pequeno período que a vida
Do teu pai será
A outros procura confortar
E assim, ao te encontrar
De novo
Risadas possam dar.

E na terra não te segurar até esta hora chegar

Querer

By Inez Freitas

Certo ou errado

Coisa mais difícil

É saber querer

É não saber

Se está certo ou errado

São tantos os caminhos

E quase sempre

As possibilidades poucas

Decisões podem ser acertadas

Fazendo de nossas vidas

Acertos e erros

Querer nem sempre é acertar

Querer pode ser errar

E atrás voltar

Basta apenas humildade ter

E dizer eu posso

E novamente vou tentar.

 

 

L.A Cereja foi a minha libertação

Por Inez Freitas

Meses se passaram e eu pensei que a dor jamais passaria e que a imagem de teu sorriso, de teus olhos brilhando, de tua boca projetando promessas jamais esqueceria.  Mas como sempre digo há dores que só o tempo pode curar, mas que jamais serão esquecidas.

Jamais esquecerei cada minuto passado ao teu lado, cada palavra dita por ti, das risadas, do soneto declamado no momento mais inesperado, do presente dado e que nem era pra mim, mas para uma antiga namorada e que sim eu devolvi, pois não era para mim, só percebi com o tempo. Jamais esquecerei que não soubestes entender quando eu estava brincando e nem mesmo quando eu estava a falar sério.

Entretanto, uma coisa eu posso dizer, o tempo curou a dor e só fui descobrir isto ao comprar o cigarro que sempre fumávamos juntos – L.A Cereja. Na hora senti receio em comprar e sentir a dor voltar, lembrar de tudo e não poder suportar. Mas eu consegui e me senti livre.

Enfim, livre para seguir em frente  para tentar ser feliz ao lado de outra pessoa, porque ela estava ali ao meu lado e eu não queria enxergar. Se vai dar certo ou não. Isto é outra história.

E quem diz que cigarro faz mal à saúde, neste caso fez bem e muito bem.

Em tempo voltei a fumar depois de 45 dias parada e por causa do bendito L.A Cereja.

Qualquer dia destes, eu paro de novo, mas por enquanto tá valendo a pena, porque foi a minha libertação de uma dor maior, que não me deixava sorrir e nem olhar para os lados e ver o quanto as pessoas são importantes para mim.

 

Você que nunca me teve e nem eu a ti

Para escrever seja crônica ou poema, eu preciso sentir tesão, paixão, amor, ódio, raiva, chorar, sorrir. Enfim sentir. E este eu dedico a uma pessoa especial que nunca nos tivemos e jamais nos teremos.

By Inez Freitas

Quando te vi pela primeira vez
Mal olhei pra ti, afinal
Sua altura não permitia
E eu irritada comecei a
Falar sem parar, olhando
Para o infinito,
Tentando te enxergar

Inexplicavelmente não sabia
O que estava sentindo
Ao mesmo tempo
Queria estar perto
E no mesmo instante longe

Senti que já ias
E que te perderias
Rapidamente peguei
Papel e caneta
Meu telefone te repassei.

Esperei,
E na angústia da espera
O medo foi se infiltrando
E o desejo me consumindo
Foi quando ligastes
Mas era tarde,
Já tinha em mãos uma covarde

Meses se passaram
Nunca mais te vi
Mas sempre nos falando
E nada se resolvia
Era o medo infiltrado
Acima do desejo sentido por ti

Do tipo quando encostastes
Em mim e eu nada percebi
E depois comentastes comigo.
Naquele momento senti meu
Mundo parar, pois o que mais

Desejava havia conseguido
Mesmo que de leve
Entretanto, não havia sentido: teu corpo

Hoje que o desejo superou o medo
És tu que me renegas, que não podes
O que fazer com fato de que
Nunca me tivestes e nem eu a ti.

Guardar este desejo em um baú
E esquecer que você existe!

Quantos homens tem coragem de ser sinceros?

Aqui deixo um texto para uma pessoa querida, o Peu, como é mais conhecido. Fiz este texto, porque no dia que ele leiloou seus sentimentos mexeu muito comigo. Bjs Peu. Que você encontre sua alma gêmea.

Por Inez Freitas

Um amigo meu, de muito longe, disse esta semana que apesar do rombo no peito, se sente aliviado pela verdade! E que o duro nisso tudo era esperar sem saber, mas no final era sempre um alívio, independente de como as coisas se mostram para a gente! Em seu bom humor de sempre propôs leiloar o que resta dos seus sentimentos! E ainda perguntou quem dava mais?

Eu como sempre, espirituosa, e para não perder a deixa perguntei o quanto era? E sua resposta me surpreendeu, pois tenho acompanhado este amigo e ao contrário de muitos que conheço ele foi sincero e respondeu:

“Quero mão dada no cinema, quero um olhar sorridente ao abrir os olhos ao acordar, quero um colo nos problemas, quero paz e carinho dentro de algo intenso, quero muitos beijos de olhos abertos, daqueles que a gente enxerga até a alma, quero sonhar acordado e realizar dormindo num abraço forte e acordar babado rs quero tudo isso e mais algumas coisas, mas me parece tão caro!”

E depois desta resposta, vieram muitas outras, mas ele como sempre sincero, sem perder a esperança de encontrar seu amor. Fiquei pensando quantos homens tem a coragem de ser tão sinceros, se exporem de tal forma? Leiloarem seu coração a procura de um amor verdadeiro, mas o amor é espontâneo, sincero, ele nasce, assim dizem os especialistas, pois não acredito no mesmo.

Foi se o meu tempo. O que vejo por aí são falsos bonzinhos, galinhas, mentirosos, traidores, canalhas, alguns que caem fora na primeira crise. E até mesmo pessoas que se dizem nossas amigas, mas não nos aceitam como somos e não dizem: hein vamos ali tomar um café. Vamos conversar. Quero ser teu amigo e sei que você precisa de mim.

O que vejo são pessoas tão preocupadas consigo mesmo, em mostrar que são melhores que os outros, pessoas que vão se achando, olhando para seu próprio umbigo, que jamais terão a sensibilidade de ver que o colega ao lado está sofrendo, mas que no fim estão tão perdidos como eu e o Peu. Mas nós dois temos coragem de expor o que sentimos. Jesus mesmo disse amai ao póximo como a ti mesmo, mas ninguém é capaz disto e quando pessoas como eu tentam, somo pegajosas, somos chatas, somos insuportáveis, não damos espaço que a outra precisa e enquanto isto vamos ficando sozinhas, porque não nos aceitaram.

Eu não sei quanto ao Peu, mas eu cansei. Não corro mais atrás, não vale a pena. Como dizem por aí “quem espera demais, não consegue quase nada”.  Decepções são decepções, aprendemos com elas e a não deixar as pessoas se aproximarem.

Não sei você, as de qualquer forma meu amigo Peu, não tenha medo de se entregar, mesmo eu tendo. Pode valer a pena, mas escolha a pessoa certa, pois todas as coisas são possíveis, quando sustentadas por sonhos e valores consistentes. Pense nisso. Não desista! E lembre-se que quem vós fala isto é uma incrédula, como já colocado anterioremente no blog.

Beijos Peu, você me faz crescer um pouquinho mais, todos os dias, com seu jeitinho criança de ser e no fim nem dei meu lance. E segue para você uma pequena  poesia.

Não deixe

Não deixe que o período
De crise abata sua autoestima.
Nossos corações sempre
passam por turbulências,

Mas homens e mulheres
Que já enfrentaram
E venceram desafios
Ensinam a segurar

A onda em meio à maré baixa
Então, meu amigo você também pode!

Segredos

Este poema atende ao cantor Filipe Labret, que me pediu para falar de segredos. Tema difícil, afinal segredos todos temos e geralmente dizemos que não, mas como sei que ele pediu pensando em uma amiga, eis o que saiu. Espero que goste Filipe

Por Inez Freitas
De um coração partido
Murcho e quase sem vida
No rosto entristecido
Somente lágrimas e dor

De segredos escondidos
Segredos que não
Podem ser descobertos
Não se recomenda
Segredos causam dor

Seja ao revelador
Ou ao revelado
Segredos são armas
Jóias raras que muitos
Não sabem valorizar

Quem guarda segredos
Vive a sobressaltos
E sem querer diz
Ops… escapou!

Quem dera fosse assim
Não escapou, é somente
A vontade de dizer ao mundo
Aqui está um pobre coração

Louco pra dizer
Quero contar um segredo
E tenho medo, receio
Te contar um segredo
Que acalmará minha alma

Segredo que poderá
Roubar um sorriso
Dos meus ou dos teus lábios
Ou então o choro de alguém

Eu te amo
Sempre amarei
Ao seu lado
Sempre estarei
Este é o segredo
E nunca revelarei

Amor platônico

O poema atende aos leitores Fernanda Capelesso e Eduardo Ribeiro, que sempre nos acompanha no twitter. Espero ter correspondido a expectativa deles. E também atende a um recente desejo meu de falar sobre o tema.

Por Inez Freitas

Teus belos olhos castanhos
Teus lábios que sonho em beijar
Teus cabelos em acariciar
Teu corpo no meu se encontrar
Você  menino (a)
Com quem desejo estar
Você que sempre
De longe  admiro

Nem imagina que existo
Nem sonha
Os sentimentos que por ti tenho
Você que é o objeto do meu amor
Você perfeito, cheio de qualidades
E  sem máculas.
E que a foto carrego em minha bolsa
Confesso é um amor à distância,
Que não deixa que eu me aproxime

Que te toque, que te envolva
São apenas  fantasias minhas
Idealização de um amor puro
É  a fuga da minha realidade
Querer-te,  idealizar-te
E assim o tempo corre
E  vou da loucura à fantasia
Mas seria loucura querer-te?

Apenas por um dia?
Por algumas horas sair da fantasia
E este amor platônico
Virar realidade?
E de ser a única em seu coração?
Mas não me olhas
E este amor não tem cura.
Com o tempo piora.
Pois nunca terei coragem
De a você me declarar

Olhar-te nos olhos

Por Inez Freitas

Quando pensava em ti
Era sonho de criança
Se tornando realidade
Sentia tudo e nada
Você era muito e pouco
Sonhos de criança
Se tornando realidade
Gostava disto

Hoje olhar-te nos olhos
É ter vergonha de mim mesma
É saber que me negastes
Que nada para ti represento
Que nada em você acrescento
Olhar-te nos olhos
É saber que os sonhos de criança
Se tornaram realidades de adultos
Olhar teus olhos
É morrer um poucos
Todos os dias de minha vida.

Portas fechadas não se abrem

Por Inez Freitas

Não gosto

Não quero

Não consigo

Não sinto

É fácil fingir, tão fácil

Minha verdadeira identidade

Ninguém jamais há de conhecer

Portas fechadas

Não serão abertas novamente

Não conseguiria

Porque no fim

Tornei-me sombra de mim mesma

Como diz o poeta:

“Do riso fez-se o pranto”

E é um choro que não seca

Mas fingir é uma arte e faz parte

Andar, ser, chorar, sorrir, brincar, brigar

E não viver.

Pensar que tanto sonhei

Que tanto amei

E nada realizei.

 

Se sonhei?

Por Inez Freitas

Se tive sonhos?
Eu sonhava sim!
Queria poesia em minha vida
Me perguntas se sonhei?
Sim e sonhei em ser sua amada
E dos teus sonhos a parte mais lembrada
Sonhei em ter você ao meu lado
Se renunciei aos sonhos?
Não é que….
De repente  o sonho acabou
Entretanto,
A lembrança do teu amor ficou.

Me perco

Me perco
Em seus olhos
No seu sorriso maroto
Me perco
Me acho
Sou tua e disto não tenho dúvidas.
Em nossos beijos, nossas histórias
Satisfaço minha sede de você em seus braços que me entrelaçam
Em suas mãos que me tocam.
Em teu corpo me transporto para um mundo de aventuras
Para um universo paralelo….
Onde apenas sei que, sou eu que sou tua!

Por: Inez Freitas