Homenagem a filho, a um pai e irmãos

By Inez Freitas

O dia que chegastes
Foi juntamente
Com o nascimento de teus irmãos,
O mais lindo dia de teu pai.

Alegrias  destes a ele
Desde pequeno
Com suas risadas

Desde as suas primeiras
Palavras balbuciadas
Com sua imaginação fértil
Conseguistes encantá-lo

Foi, junto aos teus irmãos,
O teu companheiro mais fiel

A teu pai defendestes
Nas horas mais difíceis
E nelas, o confortastes com o teu colo.
Sei que ao lado
Do teu pai não estás mais.

Para missão maior
Você, companheiro fiel, foi chamado.

E teu pai daqui
Mesmo em meio ao conforto de tantos
De saudade sofre

Entretanto, a vontade
Do Pai Maior tenta entender
E quem sabe com a partida
Do amigo querido
Uma pessoa melhor ser.

E neste pequeno período que a vida
Do teu pai será
A outros procura confortar
E assim, ao te encontrar
De novo
Risadas possam dar.

E na terra não te segurar até esta hora chegar

Querer

By Inez Freitas

Certo ou errado

Coisa mais difícil

É saber querer

É não saber

Se está certo ou errado

São tantos os caminhos

E quase sempre

As possibilidades poucas

Decisões podem ser acertadas

Fazendo de nossas vidas

Acertos e erros

Querer nem sempre é acertar

Querer pode ser errar

E atrás voltar

Basta apenas humildade ter

E dizer eu posso

E novamente vou tentar.

 

 

L.A Cereja foi a minha libertação

Por Inez Freitas

Meses se passaram e eu pensei que a dor jamais passaria e que a imagem de teu sorriso, de teus olhos brilhando, de tua boca projetando promessas jamais esqueceria.  Mas como sempre digo há dores que só o tempo pode curar, mas que jamais serão esquecidas.

Jamais esquecerei cada minuto passado ao teu lado, cada palavra dita por ti, das risadas, do soneto declamado no momento mais inesperado, do presente dado e que nem era pra mim, mas para uma antiga namorada e que sim eu devolvi, pois não era para mim, só percebi com o tempo. Jamais esquecerei que não soubestes entender quando eu estava brincando e nem mesmo quando eu estava a falar sério.

Entretanto, uma coisa eu posso dizer, o tempo curou a dor e só fui descobrir isto ao comprar o cigarro que sempre fumávamos juntos – L.A Cereja. Na hora senti receio em comprar e sentir a dor voltar, lembrar de tudo e não poder suportar. Mas eu consegui e me senti livre.

Enfim, livre para seguir em frente  para tentar ser feliz ao lado de outra pessoa, porque ela estava ali ao meu lado e eu não queria enxergar. Se vai dar certo ou não. Isto é outra história.

E quem diz que cigarro faz mal à saúde, neste caso fez bem e muito bem.

Em tempo voltei a fumar depois de 45 dias parada e por causa do bendito L.A Cereja.

Qualquer dia destes, eu paro de novo, mas por enquanto tá valendo a pena, porque foi a minha libertação de uma dor maior, que não me deixava sorrir e nem olhar para os lados e ver o quanto as pessoas são importantes para mim.

 

Você que nunca me teve e nem eu a ti

Para escrever seja crônica ou poema, eu preciso sentir tesão, paixão, amor, ódio, raiva, chorar, sorrir. Enfim sentir. E este eu dedico a uma pessoa especial que nunca nos tivemos e jamais nos teremos.

By Inez Freitas

Quando te vi pela primeira vez
Mal olhei pra ti, afinal
Sua altura não permitia
E eu irritada comecei a
Falar sem parar, olhando
Para o infinito,
Tentando te enxergar

Inexplicavelmente não sabia
O que estava sentindo
Ao mesmo tempo
Queria estar perto
E no mesmo instante longe

Senti que já ias
E que te perderias
Rapidamente peguei
Papel e caneta
Meu telefone te repassei.

Esperei,
E na angústia da espera
O medo foi se infiltrando
E o desejo me consumindo
Foi quando ligastes
Mas era tarde,
Já tinha em mãos uma covarde

Meses se passaram
Nunca mais te vi
Mas sempre nos falando
E nada se resolvia
Era o medo infiltrado
Acima do desejo sentido por ti

Do tipo quando encostastes
Em mim e eu nada percebi
E depois comentastes comigo.
Naquele momento senti meu
Mundo parar, pois o que mais

Desejava havia conseguido
Mesmo que de leve
Entretanto, não havia sentido: teu corpo

Hoje que o desejo superou o medo
És tu que me renegas, que não podes
O que fazer com fato de que
Nunca me tivestes e nem eu a ti.

Guardar este desejo em um baú
E esquecer que você existe!

Quantos homens tem coragem de ser sinceros?

Aqui deixo um texto para uma pessoa querida, o Peu, como é mais conhecido. Fiz este texto, porque no dia que ele leiloou seus sentimentos mexeu muito comigo. Bjs Peu. Que você encontre sua alma gêmea.

Por Inez Freitas

Um amigo meu, de muito longe, disse esta semana que apesar do rombo no peito, se sente aliviado pela verdade! E que o duro nisso tudo era esperar sem saber, mas no final era sempre um alívio, independente de como as coisas se mostram para a gente! Em seu bom humor de sempre propôs leiloar o que resta dos seus sentimentos! E ainda perguntou quem dava mais?

Eu como sempre, espirituosa, e para não perder a deixa perguntei o quanto era? E sua resposta me surpreendeu, pois tenho acompanhado este amigo e ao contrário de muitos que conheço ele foi sincero e respondeu:

“Quero mão dada no cinema, quero um olhar sorridente ao abrir os olhos ao acordar, quero um colo nos problemas, quero paz e carinho dentro de algo intenso, quero muitos beijos de olhos abertos, daqueles que a gente enxerga até a alma, quero sonhar acordado e realizar dormindo num abraço forte e acordar babado rs quero tudo isso e mais algumas coisas, mas me parece tão caro!”

E depois desta resposta, vieram muitas outras, mas ele como sempre sincero, sem perder a esperança de encontrar seu amor. Fiquei pensando quantos homens tem a coragem de ser tão sinceros, se exporem de tal forma? Leiloarem seu coração a procura de um amor verdadeiro, mas o amor é espontâneo, sincero, ele nasce, assim dizem os especialistas, pois não acredito no mesmo.

Foi se o meu tempo. O que vejo por aí são falsos bonzinhos, galinhas, mentirosos, traidores, canalhas, alguns que caem fora na primeira crise. E até mesmo pessoas que se dizem nossas amigas, mas não nos aceitam como somos e não dizem: hein vamos ali tomar um café. Vamos conversar. Quero ser teu amigo e sei que você precisa de mim.

O que vejo são pessoas tão preocupadas consigo mesmo, em mostrar que são melhores que os outros, pessoas que vão se achando, olhando para seu próprio umbigo, que jamais terão a sensibilidade de ver que o colega ao lado está sofrendo, mas que no fim estão tão perdidos como eu e o Peu. Mas nós dois temos coragem de expor o que sentimos. Jesus mesmo disse amai ao póximo como a ti mesmo, mas ninguém é capaz disto e quando pessoas como eu tentam, somo pegajosas, somos chatas, somos insuportáveis, não damos espaço que a outra precisa e enquanto isto vamos ficando sozinhas, porque não nos aceitaram.

Eu não sei quanto ao Peu, mas eu cansei. Não corro mais atrás, não vale a pena. Como dizem por aí “quem espera demais, não consegue quase nada”.  Decepções são decepções, aprendemos com elas e a não deixar as pessoas se aproximarem.

Não sei você, as de qualquer forma meu amigo Peu, não tenha medo de se entregar, mesmo eu tendo. Pode valer a pena, mas escolha a pessoa certa, pois todas as coisas são possíveis, quando sustentadas por sonhos e valores consistentes. Pense nisso. Não desista! E lembre-se que quem vós fala isto é uma incrédula, como já colocado anterioremente no blog.

Beijos Peu, você me faz crescer um pouquinho mais, todos os dias, com seu jeitinho criança de ser e no fim nem dei meu lance. E segue para você uma pequena  poesia.

Não deixe

Não deixe que o período
De crise abata sua autoestima.
Nossos corações sempre
passam por turbulências,

Mas homens e mulheres
Que já enfrentaram
E venceram desafios
Ensinam a segurar

A onda em meio à maré baixa
Então, meu amigo você também pode!

Segredos

Este poema atende ao cantor Filipe Labret, que me pediu para falar de segredos. Tema difícil, afinal segredos todos temos e geralmente dizemos que não, mas como sei que ele pediu pensando em uma amiga, eis o que saiu. Espero que goste Filipe

Por Inez Freitas
De um coração partido
Murcho e quase sem vida
No rosto entristecido
Somente lágrimas e dor

De segredos escondidos
Segredos que não
Podem ser descobertos
Não se recomenda
Segredos causam dor

Seja ao revelador
Ou ao revelado
Segredos são armas
Jóias raras que muitos
Não sabem valorizar

Quem guarda segredos
Vive a sobressaltos
E sem querer diz
Ops… escapou!

Quem dera fosse assim
Não escapou, é somente
A vontade de dizer ao mundo
Aqui está um pobre coração

Louco pra dizer
Quero contar um segredo
E tenho medo, receio
Te contar um segredo
Que acalmará minha alma

Segredo que poderá
Roubar um sorriso
Dos meus ou dos teus lábios
Ou então o choro de alguém

Eu te amo
Sempre amarei
Ao seu lado
Sempre estarei
Este é o segredo
E nunca revelarei

Amor platônico

O poema atende aos leitores Fernanda Capelesso e Eduardo Ribeiro, que sempre nos acompanha no twitter. Espero ter correspondido a expectativa deles. E também atende a um recente desejo meu de falar sobre o tema.

Por Inez Freitas

Teus belos olhos castanhos
Teus lábios que sonho em beijar
Teus cabelos em acariciar
Teu corpo no meu se encontrar
Você  menino (a)
Com quem desejo estar
Você que sempre
De longe  admiro

Nem imagina que existo
Nem sonha
Os sentimentos que por ti tenho
Você que é o objeto do meu amor
Você perfeito, cheio de qualidades
E  sem máculas.
E que a foto carrego em minha bolsa
Confesso é um amor à distância,
Que não deixa que eu me aproxime

Que te toque, que te envolva
São apenas  fantasias minhas
Idealização de um amor puro
É  a fuga da minha realidade
Querer-te,  idealizar-te
E assim o tempo corre
E  vou da loucura à fantasia
Mas seria loucura querer-te?

Apenas por um dia?
Por algumas horas sair da fantasia
E este amor platônico
Virar realidade?
E de ser a única em seu coração?
Mas não me olhas
E este amor não tem cura.
Com o tempo piora.
Pois nunca terei coragem
De a você me declarar

Olhar-te nos olhos

Por Inez Freitas

Quando pensava em ti
Era sonho de criança
Se tornando realidade
Sentia tudo e nada
Você era muito e pouco
Sonhos de criança
Se tornando realidade
Gostava disto

Hoje olhar-te nos olhos
É ter vergonha de mim mesma
É saber que me negastes
Que nada para ti represento
Que nada em você acrescento
Olhar-te nos olhos
É saber que os sonhos de criança
Se tornaram realidades de adultos
Olhar teus olhos
É morrer um poucos
Todos os dias de minha vida.

Portas fechadas não se abrem

Por Inez Freitas

Não gosto

Não quero

Não consigo

Não sinto

É fácil fingir, tão fácil

Minha verdadeira identidade

Ninguém jamais há de conhecer

Portas fechadas

Não serão abertas novamente

Não conseguiria

Porque no fim

Tornei-me sombra de mim mesma

Como diz o poeta:

“Do riso fez-se o pranto”

E é um choro que não seca

Mas fingir é uma arte e faz parte

Andar, ser, chorar, sorrir, brincar, brigar

E não viver.

Pensar que tanto sonhei

Que tanto amei

E nada realizei.

 

Se sonhei?

Por Inez Freitas

Se tive sonhos?
Eu sonhava sim!
Queria poesia em minha vida
Me perguntas se sonhei?
Sim e sonhei em ser sua amada
E dos teus sonhos a parte mais lembrada
Sonhei em ter você ao meu lado
Se renunciei aos sonhos?
Não é que….
De repente  o sonho acabou
Entretanto,
A lembrança do teu amor ficou.

Me perco

Me perco
Em seus olhos
No seu sorriso maroto
Me perco
Me acho
Sou tua e disto não tenho dúvidas.
Em nossos beijos, nossas histórias
Satisfaço minha sede de você em seus braços que me entrelaçam
Em suas mãos que me tocam.
Em teu corpo me transporto para um mundo de aventuras
Para um universo paralelo….
Onde apenas sei que, sou eu que sou tua!

Por: Inez Freitas

Por vezes penso em suicido, quase sempre

“Sentir a vida esvair-se pelas veias abertas dos pulsos, o ar faltar nos pulmões e o coração começar lentamente a parar devido a força que os comprimidos lentamente roubam a todos os músculos, o corpo começar a deteriorar-se intrinsecamente, com ácidos e substâncias que provocam pulsões tais que o corpo se auto destrói com a intensidade eléctrica do corpo, o sangue e a carne a expelirem-se através da atmosfera, depois dum embate no solo frio e indiferente, depois da vertigem da queda, ou então… o chumbo trespassando o cérebro, beijá-lo e dizer-lhe com carícias na mente: Descansa. O sofrimento acabou…” (anônimo)

O texto narrado acima é assim que me sinto, mas não consigo fazer. Não por hora. Meus remédios  não me deixam. Sei que prometi lutar, e sei que que sou fraca, que estou falhando. Deixa-me chorar a minha dor, deixa-me fugir. Queria acreditar que posso ser feliz, que posso fugir daqui…mas não consigo.

“A dor leva-me de dia para dia. Estou tão perto da morte e simplesmente não consigo toca-lá. Queria acabar com tudo, com o sofrimento, com a dor. Ninguém consegue compreender o que sinto, ninguém me ouve, estou sempre à margem de tudo, será que sabem que existo? Já não sei o que fazer, sou percorrida pela dor e não consigo compreender isso. Quem sou eu? A verdade é que nunca cheguei a saber e nem sei. Desejo tanto fugir, acreditar que sim, desejo a morte, que ela me leve. Sinto tanta dor, é tão difícil viver assim…”

“Cada lágrima perdida nos meus olhos vazios, leva o meu sofrimento. Quero gritar, quero deixar voar os meus sentimentos, mas não consigo, apenas solto gemidos surdos e estranhos. Sinto-me cega não consigo ver o porquê da minha solidão.”

“Quero acabar com toda esta incompreensão. Abraça-me, consegues sentir-me? Dói-me a alma, das palavras frias e cruéis que eu mesma me dirijo, quando apenas te pedia para me ouvires e não me ouves por falta de tempo. Como preciso de ti, porque achei que poderia ser meu amigo e me compreender . Deixei-me enlevar no vazio e agora apenas desejo  morrer longe de tudo, longe de todos, no meu mundo, que sempre procurei e onde me fechei para nuca sair, para nunca ninguém conseguir entrar.”

Para quê viver neste mundo? Por vezes é difícil encontrar um sentido para a nossa existência…Porquê??????? Porque não acabar com este sofrimento?…Porquê ter medo? Tudo se perdeu na minha vida, perdi-me naquilo que sempre procurei, perdi-me no vazio, perdi-me no silêncio…estou só! A minha Vida arrasta-se no medo de sentir dor e chorar só para dentro o que me dói…

Tenho medo da solidão, da qual sempre tentei fugir…mas agora…estou só…nada mais me resta, senão o abismo. Às vezes dói muito pensar que estive tão perto de conseguir tudo aquilo que sempre desejei e me deixei cair no esquecimento….

Como quis que me ajudastes, como desejei. Obrigada por tudo. Quando a hora chegar você saberá.

 

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