Lembranças

download-5Ultimamente ando revirando o armário das lembranças, relendo velhas cartas, mensagens e poemas. Abro cada gaveta deste armário e percebo como as pessoas foram e continuam sendo importantes em minha vida.

Cada foto amarelada e envelhecida me transporta ao passado, mostrando que não preciso de máquina do tempo para retornar os anos. Preciso apenas de minhas lembranças. E remexendo hoje nestas lembranças, achei esta homenagem da amiga Ana Maria Negreiros….

 

A uma grande amiga, e importantíssima na minha vida…

MARIA INEZ FREITAS

Moça de coragem
Amiga leal
Responsável e determinada
Inteligente e esperta
Audaciosa como deve ser

Investigadora nata
Naturalidade é o seu forte
Ela sempre tá observando
Zanga fácil fácil

Felina como toda mulher sensual
Rica em espírito
Ela é o que muitos não conseguem ser
Inocente como uma criança meiga
Tenta disfarçar seus sentimentos
Atrás de uma máscara
Sendo que na verdade, é um doce….

Enviado por ANA MARIA NEGREIROS em 20/10/2007

Quando setembro chegar

Nunca esperei setembro com tanta ansiedade como este ano. download-4Parecia que agosto ao se findar levaria com ele todos os meus problemas fossem eles financeiros, familiares ou de trabalho.

Talvez esperasse com tanta ansiedade porque logo de cara ia tirar folgar e ter um descanso, viajar rever familiares e quem sabe, se o tempo permitisse e os familiares também – alguns amigos da época do primário, faculdade e os que eu fiz pelas redes sociais da vida.  (Espero que meus amigos me desculpem, porque mais uma vez fiquei somente com a família)

Esperei setembro como quem espera uma lufada de vento fresco, após uma temporada calor interminável, aquele vento que prenuncia chuva, que sempre renova nossas esperanças, que traz o verde para nossas vidas.

Enfim setembro chegou, mas não como o esperado.  Veio carregado de nuvens pesadas, de notícias tristes, de partidas sem volta de amigos queridos.

Mateus –  que sempre vou lembrar como o chefe que mais rabiscou meus textos com caneta vermelha para mostrar os erros por mim cometidos. Um pouco do que sei de minha profissão aprendi com ele.

Dario, sempre bem humorado, que sabia levantar a moral de qualquer um fosse ironicamente ou não. Após uns três anos que passamos sem nos falar, após uma briga monstra, reatamos a amizade. Não foi a mesma coisa, mas creio que ele sabia que estaria sempre presente em sua vida. Dele levo a lição do alto de minha depressão, que me deu em uma de suas mensagens: “Vai trabalhar, o que mata é revolver, acidente, enfarto etc.”  Valeu meu amigo.

Com setembro penso que gostaria de poder separar as minhas boas memórias das ruins, mas não é possível, então vou levar os dois sempre comigo, em meu coração.

Setembro não terminou, mas espero que as nuvens se dissipem e que traga um outubro melhor.

Porque lembro de você todos os dias

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SONETO DO MAIOR AMOR

Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.

E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal-aventurada.

Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer – e vive a esmo

Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.

Vinte anos de formatura

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Senta que lá vem textão:
20 de julho de 1996. Você lembra o que fez naquela noite? Naquele dia estávamos recebendo nosso canudo de jornalismo.
Há 20 anos nos formamos, cheio de ideais, sonhos e querendo abraçar o mundo como se fosse apenas nosso. E aqui estamos nós, cada um seguiu seu destino, e no caminho traçado por nós tivemos a oportunidade de conhecer o ser humano em situações as mais diversas e adversas da vida. E foram nessas adversidades que conquistamos nosso lugar ao sol, exercendo a profissão que escolhemos ou não.

Nestes 20 anos, via nossos esforços, arrumando tempo e indo atrás de oportunidades, grande parte de nós participou das grandes mudanças em sua cidade, estado, Brasil e o mundo, fosse com uma cobertura direta ou apenas como um simples leitor, mas com certeza, cada momento foi marcante. Caímos, levantamos, amamos, perdemos, ganhamos e cá estamos.

Nestes 20 anos não fui correspondente de guerra, mas enfrentei minhas próprias guerras internas e as enfrento até hoje. Não foram anos fáceis, mas amei e fui amada. Voltei a amar e sou amada! Não corri o mundo como sonhava naquela época, mas descobri que o melhor mundo é o que vivo, o mundo que carrego dentro de mim, ainda cheio de sonhos e ideais como outrora, ao receber emocionada, aquele canudo que parecia ser a garantia certa das minhas quimeras.

Nestes últimos 20 anos muitas amizades foram sendo feitas e perduraram e observo, mesmo a distância, que nascemos quase na mesma época, e que uns estão mais grisalhos e exibem rugas, enquanto para outros parece que o tempo não passou, como se a velhice chegasse mais cedo para alguns, mas para mim é como se estivesse ainda em 1996 ao lado dos meus queridos amigos.

Lembro de cada um como se estivessem ao meu lado, da minha sempre amada e querida amiga Christiane Valladares, que juntas passamos por muitos perrengues e ao meu lado e dos meus familiares comemoramos a nossa vitória. Eu e essa loira maravilhosa temos muitas histórias, Não sei se as conta aos seus filhos, mas se eu tivesse minha prole, já saberiam todas de cor e salteado.

Lembro do meu primeiro amor de faculdade, assim que entrei na sala e coloquei meus olhos nele. Coração Batia forte, mas o dele já tinha outra dona.

Lembro do Zanatta, qe sumiu, nunca mais vi ou tive contato.

E o que dizer do Alexandre Gasparino, meu sempre amado amigo. Quantas caminhadas fizemos para chegar a então FIT, hoje Unitri. Quantas jantas filei em sua casa, que foi extensão da minha e ali tive a noção, pela primeira vez em minha vida, do que era o aconchego de uma família. E assim foi durante todo o curso, pós-formatura. Não o vejo há cinco anos, mas o acompanho, sei de cada luta sua e sempre fico na torcida que vença suas guerras. Te amo Xande.

Às vezes, quando estou pensando na turma, olho para o lado e vejo a Cristiane Guimarães me chamando de Nhe-nhe, com seu sorriso cativante, com seu amor pelo, então namorado e depois marido, que parecia não acabar, mas que fazia pensar que o amor era a coisa mais linda.

E o que dizer da Eliane Mota, sempre aguerrida, e acredito a mais idealista, a que mais acreditava no curso de jornalismo. De nossas lembranças, a mais forte em minha memória, com certeza é aquele longínquo dia em que enganos a segurança do presidenciável Lula e fizemos uma foto com ele. Naquele dia, não sei você, mas me achei a jornalista.

Da Gislaine Dias, lembro pouco, mas sempre com carinho,, que era tímida e ficava me perguntando como ela iria atuar no jornalismo, portando tanta timidez. E lembro como desejava encontrar o homem de seus sonhos. Não sei se aconteceu, mas nestes últimos 20 anos, toda vez que pensava nela, pedia a Deus que realizasse seus sonhos, fossem quais fossem.

Também me lembro de meu maior desafeto no último período, o qual, nos quatro anos de convivência, nunca havia nutrido muita simpatia por ele – Boaventura Abritta. Tivemos uma briga homérica nos corredores da faculdade por conta da comissão de formatura. Enfim, dele não guardo boa lembranças, mas desejo que ainda seja vivo e esteja bem.

E a minha querida Roberta Guimarães, que sempre me dizia “Inez você é muito engraçada, perto de você a gente não fica triste”. Pois é minha amiga, após você muitos disseram o mesmo, mas com o tempo mudei muito e acabei me tornando um tanto quanto ranzinza, mas com um certo toque de humor.
E quanto ao Roberto Azambuja? Quantas lembranças… Hoje posso dizer uma das minhas primeiras paixões, com muitas frustrações, que me ensinou a grandeza do caráter e na época não entendia bem.

Da Dione Tiago (Jose Marcelo), o seu discurso emocionado, a vontade de vencer, a inteligência e graças a Deus, um breve encontro há dois anos, onde pude perceber que continua a mesma menina. No meu subconsciente não envelheceu, continua a mesma – a minha sempre querida Dione.

O Adailson faz lembrar o quanto sou persistente quando desejo algo ou alguém e nem precisa dizer mais.

Da Lidia Parente Valente de sua calma e tranquilidade, de sua parceria em algumas traquinagens que fiz. A ela só posso agradecer, pois tive alguns bons momentos na faculdade.
E enfim, a Soraia, que nos primeiros anos foi minha melhor amiga. Não sei por onde anda, mas desejo que seus sonhos tenham se realizado.

Enfim, são amigos queridos, mesmo que distantes, mesmo que não tenhamos conseguido fazer nossa festa e vocês só tenho a dizer este 20 anos, que passamos longe uns dos outros, não foram desperdiçados. Foram vividos, questionados, amados, odiados, perdoados. Não virei mega star, como me imagina aos 24 anos. Saber quem sou é muito melhor! E que venham mais 20 anos e que um dia a gente possa se reunir para comemorar.

“You’re my home”

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“Eu me lembro de alguém me dizer na escola, que eu vim de um lar quebrado. É assim que eles falavam quando seus pais se divorciavam. Mesmo que o divórcio fosse a coisa menos quebrada que eles já fizeram. Quando eu ouvi aquilo quando criança, eu me perguntei se lares quebrados eram onde as pessoas quebradas viviam. Era bobo. Quer dizer, eu era só uma criancinha. Mas hoje, eu ainda me pergunto.

Você pode construir uma casa com qualquer coisa, fazer que ela seja tão forte quanto você queira. Mas um lar… Um lar é mais frágil que isso. Um lar é feito com as pessoas que você o enche. E as pessoas podem ser quebradas, com certeza. Mas qualquer cirurgião sabe que o que está quebrado pode ser consertado. O que está machucado pode ser curado. Não importa o quão escuro esteja… O sol vai surgir de novo.’

Narração do episódio 11.24 “You’re my home” de Grey´s Anatomy

Reclamando

Olá galerinha,

Quando vejo uma pessoa começando a reclamar da vida, depois de um certo período tranquilo (explicando: período em que acha que encontrou o amor de sua vida) tenho certeza que é porque acabou, a decepção chegou.
E sim isto vale para o campo profissional (porque nele também achamos que encontramos aquilo que irá nos realizar e quebramos a cara).
E sim também vale para amizades (sim nos decepcionamos com os amigos e se a amizade não for verdadeira, ela acaba).
Então, pelos motivos expostos, estou sempre de péssimo humor e reclamando da vida porque assim ninguém saberá porque tô reclamando mesmo.
Um ótimo dia a todos.

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A dois não é fácil

vida a doisPorque uma vida a dois não é fácil, aliás, jamais foi. Todo dia uma descoberta, seja ela boa ou ruim, vai estar ali. E é neste momento que cabe aos envolvidos na relação decidirem se querem seguir em frente ou parar naquele dia.

Confesso que às vezes dá vontade de parar, porque afinal estarmos juntos é concretizar  planos a dois, temos que abrir  mão de alguns privilégios individuais, deixar  sua autonomia para pensar a dois.  E então você pensa: que buraco me enfiei, será que dou conta de sacrificar tanto?

Daí lembro que  isso não  precisa ser sacrifício, e não necessariamente preciso considerar uma perda, mas sim um investimento no crescimento, na maturidade, dentre outros ‘entos’, porque afinal uma vida a dois representa  apreender a ceder, respeitar a individualidade do outro.

Mas acima de tudo ter paciência, e olha que esta palavrinha tem um significado terrível para mim, pois devo ter deixado a minha no útero da minha genitora.  E falando francamente tem hora que me dá vontade de chutar o balde, mas lembro de que terei que buscar água para enchê-lo novamente. E se deixei a paciência no útero da genitora, infelizmente a preguiça é meu sobrenome.

Brincadeiras a parte, acho que a vida a dois é a maior prova que temos a enfrentar em nossas vidas, maior que as de matemática que o professor Maurício aplicava no colegial e eu zerava em quase todas.

Tá, eu ainda não zerei na prova do casamento, porque ao meu lado tem uma pessoa que tem uma  paciência que é tanto maior que a minha, e ele de certa forma me ensina algumas coisas como o companheirismo, a dedicação, a renúncia de mim mesma, mas  sem deixar de ser eu mesma. E isso mesmo que ele queira que eu seja outra, como a Angelina Jolie.

E ele ainda tenta fazer com que eu seja meiga, coisa que sabemos jamais irá acontecer. Nós temos certeza disto.

Enfim, não existe fórmulas para um relacionamento a dois dar certo, mas apenas entender se desejo seguir em frente ou parar naquele dia.

 

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Amigos
By Maria Inez Freitas de Oliveira

Amo meus amigos, cada um de sua forma, com seus defeitos e acima de tudo qualidades. Nem sempre os misturo. Nunca gostei disto, não por insegurança ou ciúmes, mas porque quase sempre percebo que podem entrar em choque entre si, pois são de gênios fortes, afinal não ando com gente fraca. Mas aos poucos vou aprendendo a misturá-los….

Se não os aceito totalmente, tento entender o porque, afinal sempre tem uma Seleucia Fontes pra apontar os motivos. Uma Joelza Silva pra ponderar. Uma Nice Fernandes Ferreira pra dizer que apesar dos meus maiores medos, eu teria sido uma boa mãe.

Uma Eva Pereira Pereira para sempre lembrar que fui maluquinha.

Uma Hari Kiran Kaur Marcinha que me acalmou quando precisei.

Uma Ana Maria Negreiros pra sempre lembrar como sou importante.

Tem a Marcia De Alencar, que assim como eu é afiada, mas amizade acima de tudo, mesmo que sumida por uns tempos.

Tem os amigos com cheiro de infância….
Tem aqueles nos admiram e admiramos né Fabiana Medeiros?

Adriana Borges que sempre vê o lado bom das pessoas que não exergo.

E tem a Roberta Cristina Oliveira que me ensinou um pouco mais sobre confiança e lealdade, mesmo sendo tão jovem.

Uma Tania Douglas Silva Douglas Tânia Silva para ensinar que amor construído na infância não pode ser destruído.

Existe uma Leila Moreira para me aceitar exatamente como sou e sem questionar

E tem alguns (não posso citar nomes) que dizem ser meus amigos, mas não são. Mas faço de conta que são.

Mas acima de tudo, Deus me me deu amigos para que eu aprenda que não devo ser igual, para que eu possa corrigir meus defeitos.

Ele me deu amigos pra me mostrar que eu não devo ser fofoqueira e que tente falar o menos possível da vida dos outros.

Ele me deu amigos para me fazer feliz, amigos pra que chore de felicidade ou tristeza…

Ele me deu amigos pra que eu aprenda certas lições na vida e tente não repetir meus erros.

Professores, eternos professores

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Eu e Dona Delma – Reencontro mais de 30 anos depois em janeiro de 2016

Minha primeira professora: Dona Eliana. Mais de trinta anos se passaram e ainda lembro o nome dela. Foi mais que professora, foi mãe e ao lado dela passaram pela minha vida a Dona Margarida, professor Renato, Dona Delma (que foi mãe, professora, diretora, amiga, orientadora), Dona Sueli, professor Aparecido (único mestre que fui apaixonada, também ele era lindo né), a doida da Dona Regina.
Passaram outros. Não lembro os nomes, mas não esqueço o rosto de cada um, a exemplo da professora que me ensinou a andar de bicicleta. Eles ajudaram na formação do meu caráter, na pessoa que sou hoje.
Em uma época difícil, sem a mãe do lado e com casa e irmão para cuidar, além de estudar e nunca brincar, eles foram meus companheiros, uma extensão de minha família. Em cada professora via um pouco de mãe que cuidava de mim, que olhava por mim. Em cada professor, percebia um irmão mais velho, um pai querendo cuidar de mim.
Depois o ginásio, colegial, faculdade e os professores deixaram de ter tanta importância, mas alguns ainda fizeram muito mais parte de minha formação que outros como o professor Maurício, o Décio. Mestres que viram o além da Inez.
A todos eles e a todos os professores deixo aqui minha gratidão, pois foram meus heróis e ainda os serão de muitos e muitos outros que tem a fome do saber.

Eterna adolescente

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Ontem fiz mais um ano de idade  e sinceramente não sei o que sinto, porque às vezes me sinto uma adolescente, que mal comecei a vida, mas logo depois vem a sensação de que estou velha, mas não o suficiente para ter aprendido , feito, realizado conquistado tudo aquilo que desejei e sonhei.

Definitivamente, depois que entrei na casa do ‘enta’, sinto que é a vida parece ser um pouco mais estressante.  As pessoas tendem a brincar com a crise da meia-idade, mas realmente não é uma brincadeira, porque realmente, você está no meio do caminho

Meu corpo parece ser o meu maior inimigo, pois me lembra a cada instante a minha idade. Tornei-me refém dos óculos e o FDP do meu joelho reclama de carregar esse corpo pesado, porque afinal não sou mais tão magrinha como antes, mas descobri que sou feliz sendo gordinha. Não vou mentir gosto de comer e beber.

Com o tempo aceitei o que a genética  me impôs em termos de silhueta e não me sinto mal por isto.

Os meus cabelos, se não fossem a tintura retocada constantemente, me entregariam facilmente, pois os cabelos já pressagiam o que minha família tem como maior tesouro depois de certa idade – os cabelos brancos. Se bem que outro dia vi uma reportagem que agora eles são a coqueluche do momento, entretanto mesmo sendo, não tenho coragem de assumi-los.

Descobri outro problema com a idade, o meu corpo não acompanha minha cabeça e quero fazer peripécias de uma mocinha de 20 anos, mas ainda bem que amadureci e fica só na vontade mesmo.

Daí vem a conclusão de que amadurecer é muito bom, aprendemos tanta coisa, mesmo sabendo que os anos não irão te ensinar a superar algumas coisas do passado e que sim serei uma eterna adolescente, fazendo picuinhas  e ficando de ‘mimimi’ com pessoas que não tenho coragem de mandar a merda, porque o amadurecimento me mostrou que nem sempre isso é de bom tom. Olha eu aqui com ‘mimimi’, só pra mostrar que meu lado adolescente  está falando mais alto.

Com o tempo, o amadurecimento, a gargalhada já não é tão alta, os movimentos mais contidos, mas a adolescente e jovem atrapalhadas continuam no corpo, que ainda teima em esbarrar e tropeçar, na ânsia de ser ágil.

Com o amadurecimento, estou tentando, e não quer dizer que aprendi, mas sei da importância da família e dos amigos, assim como sei me afastar daquilo e daqueles que não me fazem bem. Pena que àqueles de quem me afasto não entendam.

Hoje tento argumentar, falar o que penso, sem ofender e gritar, mas às vezes esqueço as regras da boa convivência e ajo ao contrário.

Tento agradecer mais vezes a Deus a vida que tenho e ser mais gentil, mas sem perder a minha essência.

Enfim, o corpo não ajuda, mas sou uma eterna adolescente.