A vida é uma festa

By  Inez Freitas

A vida é uma festa

Pena que esqueci meu vestido de baile

Esquecido em algum canto

Esquecido entre a saudade a festatristeza

Pena que esqueci meus sapatos

Esquecidos e agora esmaecidos

Esmaecidos, pálidos

Tão sem brilhos

A vida é uma festa

E eu com minha presença

O salão não vou abrilhantar

A vida é uma festa e não vou participar…

Apenas observar!

Nessa vida tudo é questão de adaptação

1º – Você pode gostar de uma pessoa e se afastar dela por vários motivos, mas para não magoar a dita cuja, e continuar amando a pessoa da mesma forma, mas na primeira oportunidade que ela tiver, ela irá te execrar em público, mas você não deixará de amá-la por isto.

Pronto já me adaptei!

2º – Não é porque você admira a pessoa, que ela vai lembrar que você existe.

Pronto já me adaptei!

3º – Você pode não ver uma pessoa há mil anos, ela não trocar um ‘a’ com você ou nem bem te cumprimentar, mas se abrir um negócio, você será a primeira com quem ela irá falar.

Pronto, já me adaptei!

4º Você pode ser o melhor filho do mundo, fazer tudo que estiver ao seu alcance e fora dele para proporcionar conforto ao seu progenitor, mas sempre será o filho maldito, pois o preferido é aquele que vive longe e dá as caras de vez em quando, não passando pelos problemas rotineiros e sempre sendo o bonzinho,  e nunca brigando com o ser amado por todos.

Não. Com isto não me adaptei.

5º Se você não tem filhos não espere ser convidado para festas dos filhos dos colegas e conhecidos, tais como aniversários, batismos e afins. Lembre-se: irão te convidar apenas seus amigos de verdade.

Por  incrível que pareça, me adaptei.

6º Pessoas irão te magoar, te machucar, te deixar de lado, mas você não deixará de amá-las, pois sempre há um motivo.

Sim, me adaptei a isso também.

 

Um erro não justifica o outro – acidente na BR -153

Era 30 de abril. Um dia como outro qualquer. Já estava pronta para ir trabalhar quando recebi a ligação de uma amiga irmã, comunicando o falecimento de sua mãe. Não havia outra coisa a fazer, pegar estrada e chegar ao destino daquele dia, que era dar forças à pessoa amada e que necessitava. E assim peguei a estrada o que não imaginava é que seria um dos dias mais violentos da minha vida.

Após quase duas horas de viagem, próximo a ponte da pequena cidade do Rio dos Bois, na BR -153, tivemos que parar, uma fila se formava na estrada. Ainda não estava grande, o meu carro era um dos primeiros. Parei e fui ver que estava acontecendo, mas logo se percebia uma enorme nuvem negra de fumaça. Quem estava à frente explicava que havia ocorrido um acidente, ocasionado por um caminhoneiro e que havia vitimado um casal que estava em uma moto.

Fiquei triste com o ocorrido, mas estava indo a um enterro, e precisava estar lá o quanto antes, cheguei mais próximo ao local e vi que os moradores como forma de protesto, por ali ser um local que não proporcionava segurança aos moradores na travessia e por ter ocorrido outras mortes, protestavam. E como forma de protesto, levantaram uma barricada com troncos de árvores e pneus e atearam fogo para que ninguém transitasse, oferecendo riscos a eles próprios e aquém ousasse transpor a barreira.

Diziam que era uma manifestação de paz. No momento acreditei, mas foi puro engano. Aproximei daqueles que pareciam ser líderes do movimento e expliquei minha situação. Dois deles entenderam. Inclusive um a quem todos chamavam de vereador, mas nunca pelo nome. Pediram que trouxesse meu carro que iríamos passar e desta forma o fiz. Ao chegar próximo a barricada, parece que nem todos se entenderam e impediram que a nossa passagem.

Com toda esta movimentação, o meu carro era o primeiro da fila e os veículos que estava atrás percebendo a movimentação o seguiram e acabaram por fechá-lo, assim ficou sendo alvo fácil dos manifestantes, mas uma vez tentei negociar e novamente aconteceu como anteriormente. Então desisti.

Por ali ficamos por quase uma hora, quando os manifestantes vieram em nossa direção, pedindo que nos afastássemos para que a ambulância com o corpo da mulher passasse. Foi neste momento que tudo começou. Por um erro, nos enganamos e ao invés de dar ré, engatamos a primeira marcha, dando a impressão que iríamos furar o bloqueio. A multidão revoltada investiu contra nós e começaram a atacar o carro, e incitados por aquele que chamavam de vereador, esmurraram, chutaram e balançaram o veículo com ânsia de vira-lo e não satisfeitos quebraram o pára-brisas do carro, não sei dizer se com murros ou pedras, apenas sentia os cacos de vidros caindo em cima de nós.

Não satisfeitos, e ainda, incitados pelo tal ‘vereador’ nos ameaçavam de morte, dizendo que se um deles havia morrido e que morresse um de nós. O tal ‘vereador’ ainda disse ao meu pai, um senhor de 75 anos: ‘o senhor ta se achando o bom, desça daí que vamos lhe mostrar quem é o bom’.

Um dos líderes, o que havia tentando negociar conosco, logo no início, vendo o que estava acontecendo, mandou que parassem, abrissem passagem para que pudéssemos passar. E assim foi, o mal já estava feito.

Após passar pelo bloqueio, parei e fui logo falar com um policial que estava ali, próximo e que deixou tudo acontecer, sem nada fazer. E não me perguntem o nome dele, naquele estado, só queria minha segurança. Fui perguntar porque ele deixou acontecer aquilo, e ele apenas olho pra mim e disse: “quem mandou vocês furarem o bloqueio? Desta forma não podemos garantir a segurança de ninguém”. Naquele momento morri. Senti, que aqueles que eram pra garantir a minha segurança, a nossa segurança, a de todos, simplesmente não ligavam.

Não tentamos furar o bloqueio, foi um engano, quem diante de tamanha pressão, não erra? Mas um erro não justifica o outro. A falta de segurança em nossas estradas, de sinalização adequada, de fiscalização adequada, justifica sim a morte do casal, pois é resultado da omissão dos políticos do nosso Brasil.

Mas, a população daquela pequena cidade nos atacar, não se justifica. Não tínhamos culpa do ocorrido, assim como eles, esperamos melhorias no nosso sistema, viário, aeroviário, ferroviário, hidroviário, enfim esperamos melhorias em nosso Brasil, para que nossos entes queridos não paguem com a vida.

No dia 30 de abril senti medo, e ao mesmo tempo senti que estamos sós. Segui meu caminho, arrumei o carro, arquei com os prejuízos e fui levar minha solidariedade a minha amiga.

Mas quem irá solidarizar com o restante do Brasil? Acorda Brasil.

Em tempos de 15 anos e aprendizado – a combinação

olga

 

 

 

 

 

 

Olga da Fonseca

Na época dos meus quinze anos, a semana não começava na sexta-feira e sim na quinta… Quinta boatinha do Iate, sexta boatinha do Country, e domingo Boatinha do Canadá, sábado era dia das festas de modo Geral e domingo boatinha do Canadá… Quinta quem levava era o Sr. Geraldo Simões, pai da Bia Viotto, na sexta era o Tio Gerson Castro, pai da Cynthia , no sábado o Tio João Caldas pai da Rosa Edith e no domingo minha mãe…
Em um sábado estou pronta para sair com vestidinho inho inho, amarelinho e bem transparentinho, e quando viu foi logo mandando:
– Vai colocar a “combinação” jáaaaa!!! – E eu pensei, não consegui… e quando estava indo em direção ao quarto meu pai disse:
– Pode voltar, que não precisa colocar “combinação” alguma! – E ficaram os dois naquela de – põe a “combinação” e não põe a “combinação”, até que eu disse:
– Decide logo, caramba! – O Tio João está chegando… – E meu pai ordenou:
– Vai sem “combinação” e fim de papo… – Meu pai sempre foi assim, nunca se metia nessas coisas, mas quando o fazia , aliás, como ele dizia, quando batia o martelo, todos nós aceitávamos sem reclamar e o dito “fim de papo” porque era a sinalização de que ele tinha batido o martelo.
Então, eu mais do que depressa, passei a mão na bolsa, fui pedindo a benção quando escuto:
– Espera aí, mocinha, ainda não acabei o assunto com você, falei que poderia ir à festa com este vestido sem “combinação”, pois de qualquer maneira você iria mesmo – Olhei para ele meio que dizendo:
– Como o senhor sabe disse? – E ele continuou:
– Quando chegasse a festa, a primeira coisa que iria fazer, era ir ao banheiro para tirar a “combinação” e só por este motivo que liberei, mas não fique achando que concordo e que acho bonito, muito pelo contrário, sabe bem o significado da palavra vagabunda, segundo meu dicionário? Me fale! – E eu:
– Sei pai, que uma vagabunda nada mais é, que uma bunda vaga em busca de algo mais… – E ele concluiu:
– Fica a deixa, daqui para frente a escolha é sua, pois a vida é só sua, só estou querendo te fazer entender o que os outros podem ver ao olhar para você!!! Agora, vem cá me dê um beijo, que Deus te abençoe muito e boa festa!!!
Eu me levantei, fui ao quarto coloquei a dita “combinação” e a usei durante a festa inteira e em todos os vestidos transparentes desde então… Óbvio que muitas vezes na vida já usei roupa transparente sem a tal combinação, e mais, roupas bem decotadas e provocante, mas nunca sem antes pensar de que a escolha era minha de como iriam me ver ao me olhar…
Os: hoje é não sei como é chamada aquele vestidinho que se coloca em baixo do modelito principal…

Zequinha

219640_415182935183694_275507581_oContando os dias pra ir para Uberlândia e rever meu povo. Quero dar um abraço pra lá de demorado no meu irmão mais querido o Zequinha, que é minha paixão e semana que fez 27 anos. Lembro como se fosse hoje, quando ele nasceu. Até matei aula pra ir vê-lo na maternidade.
Quando minha madrasta perguntou se ele era bonito, olhei pra aquela criaturinha no meu colo e pensei: ohhh bichinho feio. Mas com o passar dos anos se tornou a pessoa mais linda que conheço, seja em beleza física, caráter, personalidade. Lógico que para se tornar o que é hoje passou por muitas desventuras e comentou muitos erros, mas que serviram apenas pra moldá-lo em um pai maravilhoso e homem de fibra.
Foi meu companheiro de farra durante anos, principalmente quando passava suas férias em Palmas.
Choramos juntos, brigamos, puxei sua orelha por diversas vezes. E quando casou sabia que havia perdido o meu companheiro de todas as horas. Perdi, mas ganhou os filhos dele. A esposa não sei se ganhou (afinal quem dorme e convive com ele é ela e não eu e mulheres sempre reclamam do marido).
Ele foi o melhor presente que Deus me deu nos últimos 27 anos. Sou parte dele e ele parte de mim. Ele é muito do que não sou, assim como sei que sou muito do que ele desejaria ser e não conquistou.
Se existe almas gêmeas, ele é a minha, porque pra se ter alma gêmea, não precisa ser marido, amante, namorado, mas simplesmente aquele que te entende, que te corrige. Enfim que é a sua metade, assim como ele é a minha.

E aí….

E aí que viver deixou de ser tão empolgante.

Que a vida tornou se uma sucessão de dias sem novidades.

Que os beijos perderam seu calor.

E aí….

Que amizades já não fazem mais sentido..

Que trabalhar tornou se peso.

E a desconfiança tornou-se uma constante.

E aí…

E aí que ver as pessoas já não é mais importante

E viver tornou-se desgastante.

Futuro, passado,e presente

 

Sabe aquela coisa de que o passado bate à sua porta? Putz quem disse isto nem dá pra saber se estava certo ou errado. Ultimamente ele não tem batido na minha, mas já bateu e muito.
Bem que ele poderia bater, mas para trazer pra perto de mim pessoas queridas que não me fizeram sofrer.
Não quero reviver passado, afinal quem gosta disto é museu, velho e polia, como já dizia minha falecida vó, Anna Inez.
Mas se elas não etão mais perto de mim e não me procuram e vice-versa (pois há dois lados) é porque já não precisamos mais uma das outras. O que tinha que ser já foi, nós demos, mas não nos esquecemos.
Àz vezes fico triste, mas sei que vai passar…..
Só queria sentir o cheiro do passado, com o gosto de presente e quero mais no futuro.

Feriado – críticas e agradecimentos

Feriado prolongado, que agrada a muitos e desagrada uns e a outros mais ainda. O feriado simplesmente representa um dia em que não se trabalha, consagrado ao lazer, livre para se fazer o que quiser e pode cair em qualquer dia da semana. Mas quando cai em uma sexta ou segunda-feira a alegria é geral da maioria dos brasileiros, que aproveitam para viajar, ir à praia, dentre outros lazeres. Mas de uns meses pra cá quando o feriado cai na quarta e é prolongado, aí a felicidade parece ser maior.

Entretanto,  há uma minoria  – os comerciantes, que  são taxativos em afirmar que o feriado prolongado ou feriadão, dependendo do dia que cai na semana, atrapalha os negócios e prejudica o comércio. Eles justificam que a economia simplesmente pára,  perdem clientes e que depois fica difícil para repor o prejuízo.

O último feriado em Palmas aconteceu este mês (novembro) e que folga. Inicialmente seria apenas quarta, sendo que alguns órgãos tranferiram a comemoração do servidor (28 de outubro) para sera 30 de outubro, ponto facultativo dia 1º e pronto dia 2 – feriado nacional. E  assim tem sido e mais uma vez os comerciantes deram o grito. E desta vez tive que concordar com eles.  E olhe que tem gente que aproveita e emnda a semana toda.

E na próxima semana contaremos com mais um e caso haja alguma supresa de pronlogamento (o que duvido) e mais uma vez a cidade ficará vazia e o comércio sairá perdendo .

Acredito que tantos feriados assim realmente prejudicam o comércio. Um comércio já frágil e que a maioria dos palmenses alega comercializar seus produtos acima do preço desejado e conseqüentemente estes mesmos cidadãos aproveitam e vão a capital goiana para fazer compras, pois segundo eles os preços de lá são mais baixos e além disto estão em pleno lazer. Afinal fazer compras é lazer e trabalham a maior parte do ano para isto e com um detalhe eles têm o livre arbítrio para irem, virem e comprarem aonde quiser.

Por mais que a cidade tenha melhorado, o custo de vida é alto e os preços praticados ainda são alto, apesar de terem tido uma redução nos últimos anos com a vinda de shopping, atacadões, feiras, dentre outros.

Mas, analisando mais profundamente os trabalhadores palmenses e o comércio têm sua razão. Cada um a sua maneira. E não há acordo entre os trabalhadores e os comerciantes. Uns agradecem e outros criticam o feriado prolongado. As críticas são reforçadas por aqueles que não viajam. Afinal, antes de sair de casa, precisam verificar se a loja, farmácia, supermercado mais próximos estão funcionando.

Outro problema é com relação aos serviços essenciais, pois as pessoas ficam na dúvida se estarão realmente funcionando. Se em tempos normais já funcionam precariamente, em feriado é os caos.

E tem também o lado dos comerciantes, porque os feriados favorecem a migração dos gastos para outras localidades. Os feriados prolongados prejudicam ainda o andamento de alguns negócios, pois dependem de agentes bancários, financeiros, da compra e da venda e isso não é possível quando estão todos parados.

Um feriado representa um dia a menos no faturamento para o comércio em geral e para o comércio chega a ser um prejuízo enorme e  representa uma conta salgada na hora de pagar empregados, impostos e encargos, o que pode ser mortal para uma empresa.

Em razão de tanta discussão é necessário que o comércio de Palmas reveja sua política de preços, mesmo tendo mudado, ainda não é satisfatório.  Lucro é bom, mas dinheiro entrando em caixa é melhor ainda. Os comerciantes devem analisar o que pode ser  mudado, principalmente os da  área central, pois em regiões como a Norte e Taquaralto  os preços já chegam a ser compatíveis com os da capital goiana. E não me perguntem como estes comerciantes conseguem isto. Simplesmente conseguem oferecer produtos às vezes até menores e com qualidade igual ou superior aos de muitas lojas de grife.

Exemplo disto é na área de confecção em que estes mesmos comerciantes conseguem negociar em igualdade com uma feira de confecções e sapatos que, mensalmente, vem a nossa cidade. Estive lá este mês e pude comprovar – não comprei nada, enquanto na região Norte foi possível realizar umas comprinhas básicas.

Ou seja os comerciantes destas duas regiões já estão com uma visão mais empreendedora e conquistando seus clientes com preço, qualidade e por último bom atendimento.

E para finalizar gostaria de dizer que feriados prolongados têm pontos  positivos. Dependendo do feriado, alguns segmentos, sobretudo ligados ao entretenimento, podem  ter ganhos principalmente se for uma cidade  com potencial turístico.  E Palmas tem este potencial só precisa de boas políticas públicas para deslanchar de vez, o que não tem ocorrido, pois na área turística deixou muito a desejar nos últimos anos, havendo poucos investimos.

Texto originalmente publicado em 2008 no Jornal Stylo e republicado agora em meu blog, com algumas alterações.

Resignação e dor

Um patrão cuidando do funcionário todo quebrado no HGP. Foi isto que vi esta semana no HGP. Limpava, dava comida, cuidava como cuidaria ao próprio filho. Anos trabalhando com pessoas ricas, estudadas, politizadas e nunca as vi fazer isto.

E no meio de milhões achei um que cuida do empregado com amor. O patrão poderia pagar alguém, mas ali estava alguém que retribuía dedicação e ele apenas dizia que era um, amigo Descobri que era patrão por acaso.

Durante esta semana no HGP, em que meu marido sofreu uma intervenção cirúrgica, vi coisas, que faria muita gente repensar quando fosse dirigir. Braços, pernas e outros membros ceifados pela imprudência.

Dor e resignação.

Pessoas querendo apenas andar ou abraçar novamente os filhos.

Pareço durona, mas alguns dias no HGP me fez repensar e chorar. Vi uma mãe, há mais de ano com a filha na UTI com leucemia. Chorei, estendi a mão e ofereci amizade.

Escândalo

Andei com preguiça de escrever nos últimos meses. Sem inspiração, sem tesão.

Quem sabe eu retorne, logo.

Mas antes do retorno, ao qual não estou preparada, posto uma das citações da série Desperate Housewives que é uma das minhas preferidas:

“Sim, todo mundo ama um escândalo, não importando o seu tamanho. Afinal, o que pode ser mais divertido que assistir à queda dos poderosos? O que pode ser mais satisfatório que a exposição pública de pecadores hipócritas? Sim, todos amam um escândalo. E se por alguma razão você não está se deliciando com o último, bem, o próximo sempre surge logo em seguida.”

Nada muda

Um ano se passou e muita coisa não mudou.  Pode parece que mudou, mas na realidade lá no íntimo não mudou. Os ressentimentos são os mesmos, assim como as dores, as vontades e sempre a mesma pergunta por que não deu certo? Não deu certo nem da primeira e nem da segunda vez.

Talvez se tivesse dado certo, teria ficado dores para trás de outros, mas não haveria as minhas dores, minhas dúvidas, meus choros, minhas decepções, minhas mágoas, porque a única coisa que aprendi é que não sei perdoar. Não sei esquecer o passado.

O que mudou: Me tornei mais dura, mais arisca…..