Desafio da Incredulidade da Inez

Abaixo estão três textos. Em um deles, como eu via a vida há uns sete meses.

Nos outros dois Alessandra Bacelar e Abelson Ribeiro mostram a Inez sob o ponto de vista deles.

Tá lançado o desafio: A Inez é incrédula mesmo? Deixe seu comentário, sua resposta, opinião. Vale quase tudo.

Para alguém especial

Por Inez Freitas

Nunca fui de desistir de nada na minha vda. Fosse fácil ou difícil eu corria atrás. Mas pela primeira vez desisti. Desisti de você, aquele cara que conheci há tão pouco tempo e mexeu tanto comigo, aquele cara que acreditei.

Acreditei nas propostas, nos sonhos, enfim em tudo o que me disse. E ainda continuo acreditando porque você tem um futuro brilhante pela frente.
Gostaria de fazer parte deste futuro e poder estar ao seu lado, pois tenho certeza que faríamos uma ótima dupla . Gostamos das mesmas coisas, curtimos rir juntos, e aventuras.

E às vezes tenho a impressão que me olhas com cumplicidade, talvez seja engano meu. Fruto de minha imaginação.

Entretanto, ao seu lado me sinto confusa, adolescente. Não sei o que fazer e nem como agir. Nunca tive medo na minha vida e agora tenho pela primeira vez. Estou me sentindo frágil, como se fosse quebrar a qualquer momento.

Mas, a mesmo tempo ao seu lado me sinto forte, com raciocínio rápido,  querendo ser sua cúmplice e ser somente sua e para sempre e acredito que isto possa ser possível.
Escrevo por ser a melhor forma de me expressar, afinal como diz o ditado: “melhor não dormir com vontade do que arrependida”.  E não quero mais dormir arrependida e sim dizer o que sinto. Eu o amo. Não sei o motivo. Não me pergunte. Só sei que desde que o conheci você não sai de minha cabeça um só minuto.

Então, vamos tentar? Eu acredito que vai dar certo e você?

PS – Este texto foi escrito há cerca de sete meses e eu ainda gosto da pessoa, que não apostou no relacionamento. Sou bipolar e na primeira e outras  crises ele saltou fora.  Não segurou a onda. Enfrentei desafios por ele que jamais pensei que poderia fazer por uma pessoa.  Tive muitas perdas por causa dele e acredito que até de amizades. E daí? A vida continua e eu estou aqui para aprender.

Mas principalmente aprender a perder e quem sabe ganhar.

A Incredulidade da Inez

By Alessandra Bacelar

Nunca vi pessoa tão cismada…
Difícil acreditar em qualquer parada…
Mulher precavida é daquelas: ver para crer…
antes de tudo, ler, reler…
Não acreditar na primeira impressão…
Não se levar pelo puro tesão…

Não vejo isso como um coisa negativa…
É apenas uma nova perspectiva…

O que ela quer da vida???
Ser amada, ser reconhecida…
Encontrar o par perfeito…
O companheiro que não seja tão estreito…
e sim um homem de visão…
que a leve além da imaginação…

Bom, assim é a Inez…
Uma coisa de cada vez…

Incrédula ela é…
Está a espera de alguém que a convença da cabeça ao pé…

Desculpas e lamentos

Por Cidiane Carvalho

Desculpe, mas não é você. Lamento, mas não sou eu.

Eu não consigo me habituar com esse sentimento dentro de mim. Essa sensação de “acabou”. Eu já tive essa sensação outras vezes. Não foi a primeira e certamente não será a última. A vida é feita de ciclos. Nós os abrimos e fechamos de acordo com o momento em que estamos vivendo. Mesmo assim incomoda.

Mas dessa vez eu percebo que é diferente. É diferente porque, antes de acabar, o que eu vivi e senti foi completamente distinto de tudo que eu já havia vivenciado. Eu sonhei, eu encantei, eu voei. Eu amei!

Uma vez eu ouvi que, se pronunciássemos o verbo amar no passado, significava que não tinha sido amor. Porque o amor é sempre conjugado no tempo presente. Não existe conjugação no passado para o amor. Não é que eu discorde disso, até acho que faz sentido. Mas nessa minha imperfeição de humana eu me reservo no direito de dizer que eu amei, sim. No pretérito mesmo. Eu amei! Mais do que eu poderia esperar e o máximo que eu pude aproveitar. Eu amei da melhor forma que eu pude amar naquele pequeno espaço de tempo.

Mas agora acabou. Fato! That’s over, baby! The end!

E ainda assim dói.  Saber que não há mais o que fazer dói. Porque, ao mesmo tempo em que se quer reverter a situação, também quer deixar acabar por si só. É a saudade vir forte, uma vontade de dizer um oi, saber como anda a vida, pra saber se está bem. Só pra ouvir a voz. E, ao mesmo tempo, desejar que desapareça, que morra, que sofra como eu estou sofrendo, que seja feliz. É também não sentir mais nada, apenas dormência. Esse deve ser o sinal do fim.

Me desculpa se não é você. Da mesma forma que eu lamento por não ser eu. Gostaria que tivesse sido diferente. Mas a vida nem sempre funciona como queremos, gostaríamos ou planejamos. Ela simplesmente acontece. Às vezes nos atropela, machuca, deixa feridas e poeira sobre nosso corpo dolorido. Só nos resta levantar, passar mertiolate nas feridas, sacudir a poeira e seguir em frente mesmo doendo. Até sarar.

Promessas não cumpridas

Por: Inez Freitas
Aprendi uma coisa muito importante nesta minha curta vida: prometer ninguém é obrigado. Cumprir sim. Promessas são desejadas e muitas vezes escritas para quem são prometidas. As promessas na alegria ou na dor, são promessas para uma vida inteira, até que se cumpra. Mas, muitas vezes são esquecidas antes de cumpridas e sempre lembradas quando a dor insiste em visitar nossos corações e aí as lágrimas enchem nossos olhos e nos lembram que de alguma forma fomos traídos pela promessa não cumprida.

Quantas promessas fiz e não cumpri. Como me arrependo. Hoje não faço isto. Mas dizem que se não aprendemos pelo amor, que seja pela dor. Eis aí mais uma lição de vida. Desejo que uma promessa seja cumprida e não será.

De todas que me prometeram esta era a única que eu queria que fosse cumprida, porque foi um amigo querido que prometeu, e amigos se protegem. Dolorido né? Nunca me incomodei com isto antes, afinal as pessoas esquecem, já haviam feito isto comigo e nao havia tido dor. Entretanto, agora tô aprendendo pela dor. Fico lembrando das promessas de amigos, mas não me incomodo mais. Porque amigos de verdade, uma hora lembram e quem sabe um dia cumpram.

Até porque sou aquela que não acredita em fadas, duendes, gnomos, papai noel e muito menos neste ser chamado homem, quiça em promessas, feitas pela humanidade em geral.
Passível de cometer pecados, o homem é o único ser capaz de magoar de forma tão profunda que as vezes é impossível esquecer.

É o único capaz de matar, roubar, esquartejar, violar, destruir.E depois olhar para trás e fazer de conta que não foi ele.

Que o Pai maior tenha piedade dele, porque ele mesmo não tem consigo próprio.

 

Me perco

Me perco
Em seus olhos
No seu sorriso maroto
Me perco
Me acho
Sou tua e disto não tenho dúvidas.
Em nossos beijos, nossas histórias
Satisfaço minha sede de você em seus braços que me entrelaçam
Em suas mãos que me tocam.
Em teu corpo me transporto para um mundo de aventuras
Para um universo paralelo….
Onde apenas sei que, sou eu que sou tua!

Por: Inez Freitas

Por vezes penso em suicido, quase sempre

“Sentir a vida esvair-se pelas veias abertas dos pulsos, o ar faltar nos pulmões e o coração começar lentamente a parar devido a força que os comprimidos lentamente roubam a todos os músculos, o corpo começar a deteriorar-se intrinsecamente, com ácidos e substâncias que provocam pulsões tais que o corpo se auto destrói com a intensidade eléctrica do corpo, o sangue e a carne a expelirem-se através da atmosfera, depois dum embate no solo frio e indiferente, depois da vertigem da queda, ou então… o chumbo trespassando o cérebro, beijá-lo e dizer-lhe com carícias na mente: Descansa. O sofrimento acabou…” (anônimo)

O texto narrado acima é assim que me sinto, mas não consigo fazer. Não por hora. Meus remédios  não me deixam. Sei que prometi lutar, e sei que que sou fraca, que estou falhando. Deixa-me chorar a minha dor, deixa-me fugir. Queria acreditar que posso ser feliz, que posso fugir daqui…mas não consigo.

“A dor leva-me de dia para dia. Estou tão perto da morte e simplesmente não consigo toca-lá. Queria acabar com tudo, com o sofrimento, com a dor. Ninguém consegue compreender o que sinto, ninguém me ouve, estou sempre à margem de tudo, será que sabem que existo? Já não sei o que fazer, sou percorrida pela dor e não consigo compreender isso. Quem sou eu? A verdade é que nunca cheguei a saber e nem sei. Desejo tanto fugir, acreditar que sim, desejo a morte, que ela me leve. Sinto tanta dor, é tão difícil viver assim…”

“Cada lágrima perdida nos meus olhos vazios, leva o meu sofrimento. Quero gritar, quero deixar voar os meus sentimentos, mas não consigo, apenas solto gemidos surdos e estranhos. Sinto-me cega não consigo ver o porquê da minha solidão.”

“Quero acabar com toda esta incompreensão. Abraça-me, consegues sentir-me? Dói-me a alma, das palavras frias e cruéis que eu mesma me dirijo, quando apenas te pedia para me ouvires e não me ouves por falta de tempo. Como preciso de ti, porque achei que poderia ser meu amigo e me compreender . Deixei-me enlevar no vazio e agora apenas desejo  morrer longe de tudo, longe de todos, no meu mundo, que sempre procurei e onde me fechei para nuca sair, para nunca ninguém conseguir entrar.”

Para quê viver neste mundo? Por vezes é difícil encontrar um sentido para a nossa existência…Porquê??????? Porque não acabar com este sofrimento?…Porquê ter medo? Tudo se perdeu na minha vida, perdi-me naquilo que sempre procurei, perdi-me no vazio, perdi-me no silêncio…estou só! A minha Vida arrasta-se no medo de sentir dor e chorar só para dentro o que me dói…

Tenho medo da solidão, da qual sempre tentei fugir…mas agora…estou só…nada mais me resta, senão o abismo. Às vezes dói muito pensar que estive tão perto de conseguir tudo aquilo que sempre desejei e me deixei cair no esquecimento….

Como quis que me ajudastes, como desejei. Obrigada por tudo. Quando a hora chegar você saberá.

 

Resultado de imagem para suicídio

 

“e agora não morres porquê?
morres sempre neste dia porque
não morres outra vez?
raios te partam estupor de um raio.
tens de morrer mais uma vez que seja.
não percebes que se não voltares a morrer não voltas a viver nunca mais?
tens de voltar para voltar a morrer.
é sempre nova a maneira como se morre.
é preciso é morrer mais.
senão não se volta não se morre de novo e sempre que se morre é novidade.
estupor de um raio. morre.
e agora não morres porquê?
morres sempre neste dia porque não voltas a morrer? s
ó mais uma vez.
estupor de um raio.”
PS – O texto não é meu. Li em algum, lugar, gostei e esta semana desejei que alguém morresse e continuo desejando, então, aqui está a materialização do meu desejo.

Nunca deseje

Nunca deseje, nunca queira, nunca goste e jamais, sob hipótese alguma ame. Como já dizia Camões “amor é fogo que arde sem se ver,é ferida que dói, e não se sente”. Que me desculpe Camões, mas dói independente do amor – seja ele maternal, paternal, fraternal, amizade, que dirá o da paixão. O carnal nem se fala!!! São 38 anos de existência e neste período, muitos amores passaram. Grandes poetas e escritores também, Fernando Pessoa, Cazuza, Renato Russo, entre tantos que por aqui estão ao nosso lado.  E porque não eu?

Mas enfim, estes grandes poetas, devem ter sido ou são homens que passaram “pela ferida que dói sem sentir dor”, ou “você é boa demais para mim”. Não importa o motivo, e sim o que está em questão: o que levam as pessoas a se entregarem, ou pelo menos tentarem, com tanta ânsia a amar, seja lá qual o tipo de amor que for.

O amor pela poesia, pelo canto dos pássaros, pela vida, pela política. Se for pela política estou fora, mas pelo trabalho, por aquilo que escolhi – o jornalismo, me entrego de corpo e alma. E se for uma amizade, desde que sincera e verdadeira: sou capaz de pular da ponte da Amizade, aquela que liga Palmas a Paraíso.

Quantas perguntas sem questionamento e respostas sem perguntas. Estamos em pleno século 21 e vejo pessoas correndo de um lado para outro, sem tempo para se dedicarem a algo realmente especial, e que não conseguem expressar seus sentimentos. Pessoas que não conseguem dizer – vamos lá, juntos, tentar, conquistar, conseguir.

Vejo pessoas com medo de expressarem seus sentimentos, e quando encontram aquelas que têm coragem, logo dizem: lá vai a maluca, louca, estressada. Não acredito que seja bem assim. Creio que são seres humanos que apenas têm coragem de expressar aquilo que está descrito nos grandes poemas, como aquele em que diz “vem se amorenar na janela…. Se fizer algo, que digam que sou lunático, estou pagando”.

Os homens e mulheres deveriam ser assim, cada um pagar por ser lunático, mas pagar para sentir o amor, a confiança, o gostar entrar pelo menos uma vez pela sua janela e deixar aquecer o corpo, alma… Mesmo que o chefe tenha visto a mensagem de sua amada no celular e ache que isto esteja tirando a sua atenção e você termine com ela, porque o seu trabalho te consome, mesmo que depois venha a se arrepender.

Vale a pena acredite! Vale pelo menos uma vez “deixar a saudade subir a mesa”, e deixar que o diário da vida de cada um esteja cheio de satisfações e amor. Fernando Pessoa mesmo já dizia “o que vemos não é o que vemos, senão o que somos”. Então, o que somos? Lunáticos? Crédulos? ‘Workaholics’? Ou apenas pessoas, que na correria do dia-a-dia esqueceram o que são?

Acredito que Rosseau tenha indo mais fundo quando citou: “a espécie de felicidade de que preciso não é tanto fazer o que quero, mas fazer o que não quero”.  Minha conclusão: as pessoas não querem amar. Então, não têm a felicidade que desejam.

Quando se espera muito, não se obtém nada. As decepções e frustrações são maiores. Dói muito esperar, e dar a volta por cima não é simples e muito menos fácil, e enfim o mundo é complexo e vale a pena arriscar.

Aí vem a pergunta: Porque no início eu disse para nunca desejar, querer, gostar, e jamais, sob hipótese alguma amar? Bem, porque sou do século 21, e a correria, e neste caso as dores são maiores do que o desejo de amar, seja qual tipo de amor ele for.

Espelhe-se no marido

Por Seleucia Fontes

Mulheres são invejosas por natureza. Na verdade é algo típico do ser humano mesmo, independente de sexo, e nem sempre é uma “inveja negativa”. Olhamos nossa amiga e pensamos: “que cabelo bem tratado, que roupa linda, que emprego bacana, que namorado perfeito… e eu aqui, com esse cabelo feio, as mesmas roupas batidas, um emprego chato, um marido barrigudo e enjoado!”

Pois é, minha avó já dizia que o quintal do vizinho é sempre mais interessante que o nosso. Mas proponho uma saída mais caseira, intimista, digamos assim: olhe o próprio quintal, ou melhor, a outra metade da sua cama, e espelhe-se em seu marido!

Êpa! Estarei eu confusa? Não deveria falar para as mulheres espelharem-se na boa vida das suas amigas? Afinal, o que há de bom para ver naquela pessoa que ronca, tem chulé e está se tornando um velho rabugento?

Vamos prestar mais atenção neste “ser” que tanto desdenhamos. Antigamente, ele era o “provedor do lar, o chefe de família”, e nós, as donas de casa, submissas, mas nós resolvemos nos rebelar e exigir direitos iguais, e com isso passamos a trabalhar fora, dividir as contas e, teoricamente, ser mais exigentes no sexo e nas relações humanas.

O que o “nosso homem” fez? Ele sentou, e ficou apreciando tudo, bem de longe! O resultado é que nossas obrigações aumentaram e as deles reduziram! As contas agora são divididas em dois – isso quando não é a mulher que paga tudo -, mas a educação dos filhos, por exemplo, continua sendo função da mãe, com raras exceções.

O cidadão não perde por nada a cervejinha e a pelada (ou outro hobby insano qualquer) com os amigos, enquanto nós não temos mais amigas, temos colegas de trabalho, e no máximo frequentamos o salão de beleza, para ficarmos minimamente apresentáveis no emprego!

Sonhamos a vida toda com sexo de qualidade, e até nos casamos com um cara ótimo de cama, depois de alguns testes, mas hoje chegamos tão cansadas em casa que somos nós que vestimos o pijama e nos prostramos em frente à TV… Enquanto isso, nosso barrigudinho tem tempo suficiente para arrumar namoradinhas e gastar seu repertório sexual com elas, debaixo dos nossos narizes!

E então, vai continuar olhando a “boa vida” da vizinha, que possivelmente está morta de inveja da sua, porque vive com o cartão de crédito estourado para manter o guarda-roupa, mente descaradamente sobre o “ótimo” emprego e troca de namorado todo mês porque vive levando chifres e prejuízos financeiros, quando na verdade sonha com um casamento convencional?

Melhor ficar de olho no maridão, sempre com aquela cara de despreocupado, comendo, bebendo, dormindo e namorando como um rei. Espelhe-se nele e torne-se você uma rainha!

PS – Hoje resolvi fazer diferente e postar um texto da minha amiga Seleucia. Gosto muito dele. Meninas vamos nos espelhar em nossos maridos!

Vitoriosa – Ivan Lins

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“Quero sua risada mais gostosa
Esse seu jeito de achar
Que a vida pode ser maravilhosa
Quero sua alegria escandalosa
Vitoriosa por não ter
Vergonha de aprender como se goza
Quero toda a sua pouca castidade
Quero toda a sua louca liberdade
Quero toda essa vontade
De passar dos seus limites
E ir além, e ir além
Quero sua risada mais gostosa
Esse seu jeito de achar
Que a vida pode ser maravilhosa.”