Feridas

“Algumas feridas são muito mais profundas que aparentam ser e precisam mais do que um jeitinho. Algumas feridas precisam que arranquem o curativo para que respirem. Precisamos dar um tempo para que se elas curem”
E eu dei.. Dei seis meses, e agora serão mais seis meses, um ano, uma vida… Não que eu tenha perdido a fé, mas talvez seja porque eu não acredite mais.
Não existe amor, existe interesses em jogo….
O amor deveria ser o mais sublime dos sentimentos entre homem e mulher, deveria comportar o perdão, a distância, ausência.
Mas não é assim que acontece. Na maioria das vezes só uma parte se doa, se entrega, enquanto a outra espera. No iníco promessas, declarações, telefonemas, trocas de mensagens. Depois as trocas de carinho vão se espaçando e no fim apenas um ferimento que precisa de um curativo e com certeza não é com um outro “amor”, mas sim o carinho dos amigos mais próximos, com a solidão, a reflexão.
Não adianta nem pensar quem e aonde foi o erro. Não houve erros, apenas o sentimento acabou e no caso não foi amor, apenas uma paixão avassaldora, carnal. Geralmente estes relacionamentos não têm futuro. Alguns duram pouco e outros um período maior, mas o final é sempre o mesmo. Alguém sempre sai machucado.
Dizem que amor não acaba. Talvez não acabe, mas apenas entre os verdadeiros amantes, aqueles que se aceitam e respeitam, que se conhecem e desejam o bem mútuo.
Este coração sempre cai na “cilada” e sempre precisa de muitos curativos. Mas, sempre saio fortalecida, pois sei que tenho amigos, não haverá cobranças, apenas consideração.

Um pensamento sobre “Feridas

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