Não gosto
Não quero
Não consigo
Não sinto
É fácil fingir, tão fácil
Minha verdadeira identidade
Ninguém jamais há de conhecer
Portas fechadas
Não serão abertas novamente
Não conseguiria
Porque no fim
Tornei-me sombra de mim mesma
Como diz o poeta:
“Do riso fez-se o pranto”
E é um choro que não seca
Mas fingir é uma arte e faz parte
Andar, ser, chorar, sorrir, brincar, brigar
E não viver.
Pensar que tanto sonhei
Que tanto amei
E nada realizei.

Vc é única sempre escreve do jeito que vc mesmo se descreve! ótimos textos! só vc mesma…bjaum
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É, amiga, infelismente vou discordar de você. Quem amou, sonhou e passa pela vida
com cicatrizes no coração, obviamente vive e realiza.
Se a porta continua fechada é tão somente devido a algo maravilhoso que nos foi dado:
o livre arbítrio. E se você é o que é, ou o que tenta passar ser, cabe aos seus amigos ter
olhos no coração para enxergá-la como uma estrela brilhante, cintilante e bela.
Ser é fazer. O que há para fazer? Abrir a porta? Deixá-la fechada? Fingir?
Talvez a realidade da vida, que mais leva a se viver plenamente como uma pessoa, seja
uma percepção honesta de que tudo tem um fim(uma porta fechada) e um recomeço(uma porta aberta).
Bjos.
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Adorei, gosto das coisa que você escreve sempre ao mesmo tempo que são autenticas, deixam um mistério no ar.
Acho que as portas podem se abrir novamente, mas não será a mesma e nem para a mesma pessoa….
bjs
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Maravilhoso… cada dia mais você é uma incógnita, como é difícil decifrar… mas ficou lindo…
As portas podem até se fechar, mas um dia… um dia elas se abrirão para a felicidade.
Flávio
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