Olho Nú

Por Samuel Lima


Por Samuel Lima
Não uso óculos escuros.
Quero deixar expostas as
olheiras de noites bem ou
mal dormidas.
Deixar expostas as ramelas
da insônia que clama pela
consciência da madrugada.
Não preciso enegrecer a
vista para escoimar a
realidade; quero a luz
cegante irrompendo retina
adentro, e acordando a alma.

O jornalista Samuel nos enviou este poema e como este é espaço é de todos. Obrigada meu amigo querido.

Amor perdido

Por Inez Freitas

Ao vê-lo pela primeira vez
Ela sentiu seu coração disparar
E ele quase a sair pela boca
Logo pensou: Não tenho salvação

Com seus olhos faceiros,
Disfarçadamente, a menina
Não parava de fitá-lo
E com o coração em festa o admirava

A boca sensual do rapaz
Mostrava os dentes alvos
Resplandeciam com o sorriso
Cativante que a conquistara

Agir, a  menina não sabia como
De que forma  chegar no lindo rapaz
Era sua primeira paixão, amor
Depois de tanto tempo sozinha

A final  para ela o amor
quando chega encanta
Paira em nosso coração
E sorri  o riso dos apaixonados
E chora o choro dos enamorados

A menina, então, criou coragem
E junto a ele chegou
Qual não foi sua decepção
Ao ouvir apenas uma frase

Seu sonhos caíram por terra
E  ela chorou ao ouvir:
Somos apenas bons amigos
Sozinho estou e desejo ficar
Tu não és o amor que tanto sonhei

E a menina no desespero da perda, da dor
E sentindo na solidão, o conflito e aflição
Em sua tristeza e depressão
Os pulsos cortou e não sobreviveu

Para outro amor encontrar
E uma paixão cálida de amor viver.