Para escrever seja crônica ou poema, eu preciso sentir tesão, paixão, amor, ódio, raiva, chorar, sorrir. Enfim sentir. E este eu dedico a uma pessoa especial que nunca nos tivemos e jamais nos teremos.
By Inez Freitas
Quando te vi pela primeira vez
Mal olhei pra ti, afinal
Sua altura não permitia
E eu irritada comecei a
Falar sem parar, olhando
Para o infinito,
Tentando te enxergar
Inexplicavelmente não sabia
O que estava sentindo
Ao mesmo tempo
Queria estar perto
E no mesmo instante longe
Senti que já ias
E que te perderias
Rapidamente peguei
Papel e caneta
Meu telefone te repassei.
Esperei,
E na angústia da espera
O medo foi se infiltrando
E o desejo me consumindo
Foi quando ligastes
Mas era tarde,
Já tinha em mãos uma covarde
Meses se passaram
Nunca mais te vi
Mas sempre nos falando
E nada se resolvia
Era o medo infiltrado
Acima do desejo sentido por ti
Do tipo quando encostastes
Em mim e eu nada percebi
E depois comentastes comigo.
Naquele momento senti meu
Mundo parar, pois o que mais
Desejava havia conseguido
Mesmo que de leve
Entretanto, não havia sentido: teu corpo
Hoje que o desejo superou o medo
És tu que me renegas, que não podes
O que fazer com fato de que
Nunca me tivestes e nem eu a ti.
Guardar este desejo em um baú
E esquecer que você existe!
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