Mal humor….

Achei esta frase o máximo e muito parecida comigo, até me lembrou que pelo trigésimo e algum ano, um babaca terminou comigo dois dias antes da meeeeerda do Dia dos Namorados.
E olhe que encontrei a bendita frase no fatídico dia: “Não é que eu faço força para ser mal humorado. O mundo é que não faz força nenhuma para que eu não seja.” E vocês ainda perguntam porque eu sou mal humorada.
Mas, confesso que também tenho este humor de cão por outros motivos. E desta vez nem vou culpar a coitada da bipolaridade e sim as pessoas que conseguem me irritar por motivos mais banais. Minha nossa senhora da bicicretinha’, que continue me dando bom humor para continuar assim, brincando com os meu próprios problemas e vendo humor neles.
Até porque Inez (quecível) só tem uma, mas com várias nuances. E cada um tem a Inez que cativou e merece.

Para uma amiga especial

Hoje é 20 de julho – Dia do Amigo. Apesar das decepções com as amizade nos últimos tempos, sei que ainda existem pessoas nas quais posso confiar. São poucas confesso. Entretanto, são confiáveis, são leais, fiéis, corajosas. São mães, irmãs, colegas, carrascas quando devem ser. Enfim, elas são um complemento. O meu complemento. São tudo e nada, pois são humanas e assim como eu, passíveis de errar. São umas figuras maravilhosas. Meu pai sempre diz que verdadeiros amigos contam apenas nos dedos de uma mão. Pois, pela primeira vez dou toda e total razão a ele. Contei e ainda sobraram dedos.  Mas, pensando nas amigas que existe em cada uma das minhas e meu amigos fiz o texto abaixo em homenagem a todos amigos em um só amigo.

Amiga, sabe aquela música da propaganda de carro, que está passando na TV. “Amigos para sempre”. Toda vez que vejo lembro de você. Bom demais né? Aí lembrei que só falta a gente se aventurar, mas a nossa vida já é um aventura! E o bom dela é saber que temos pessoas como você para saber empurrar a gente quando pensamos em sair desta aventura chamada vida.
É bom saber que existem pessoas que podemos contar nesta vida, mesmo estando tão longe, uns dois mil quilômetros talvez ou mais. Tem problema não porque coração não tem distância.
Só muito amor para dar, ouvidos para ouvir nossas reclamações, uma inteligência enorme para nos aconselhar e um coração enorme para caber tanta gente dentro dele.
Só poderia ser você mesma.
Minha amiga do coração, irmã de alma…….
Sem cair no lugar comum, resta dizer que gosto um tantão assssimmmmm de vc, amo minha amiga…….
Amigas para sempre……… Assim espero ou talvez até a próxima decepção.

Tem dias que odeio esta tal de bipolaridade.

Hoje estou com o humor imprestável. Depressiva mesmo. Com intentos….. Vontade de chorar horrores. Ainda bem que poucos puxaram conversa comigo hoje, caso contrário, dependendo do assunto ou das perguntas, as minhas respostas com certeza não seriam muito agradáveis. Então, tem dias que odeio  esta tal de bipolaridade. 
Algo me desagrada e esta busca incessante e nunca encontrar algo. É phoda com ph mesmo. Mas, apesar da vontade de mandar tudo para o espaço, faço de conta que nada tá acontecendo. Inclusive deixei claro para a terapeuta que não tenho certeza de voltar lá na quarta-feira, mas que se voltar será um tremendo esforço para a minha pessoa.
Talvez seu esteja assim, também, porque estes remédios fizeram com que eu engordasse uns cinco quilos. E tem coisa mais depressiva do que engordar.  Ahhhh, nem mesmo um pé na bunda faz a gente se sentir assim. Porque o pé na bunda, pelo menos me faz emagrecer. Pena que o último pé na bunda não está me fazendo emagrecer, só engordar. Efeito contrário. Como odeio este cara, aliás para falar a verdade, ele já não me faz tanta falta assim,  muito pelo contrário, apenas percebo, que ele não me faz falta nenhuma.
Amor Maior, o caramba. Pode ser que eu mude de idéia amanhã sobre ele, mas é a tal da bipolaridade. Fazer o que né? Tomar remédios e engordar, porque nem a malhação há de resolver. Ou fico magra e insuportável para o resto da vida, ou tomo os remédios da bipolaridade (argh) e viro uma gordinha feliz. Aff, nem sei qual é a pior opção…

Sexo frágil

Hoje parei e comecei a meditar: mulher é um bicho estranho mesmo. E olha que faço parte desta classe e reconheço que não é fácil afirmar que somos estranhas.
Nunca estamos satisfeitas e por isto jamais nos acomodamos.
E esta estranheza, inquietude, que nos levou e nos levará mais longe ainda, aonde nunca pensamos chegar.
Gosto de pensar nisto.
Entretanto, uma coisa me incomoda: não gosto e nem quero ser igualada ao homem. Quero, pelo menos, de vez em quando, ser tratada como o sexo frágil, chorar em um ombro mais forte, de preferência bem musculoso e cheiroso.
Quero ser protegida e amparada por braços fortes e ser aconchegada a um corpo viril.
E que, pelo menos de vez em quando, o sexo mais forte pague a conta, quando sairmos, mesmo que seja eu que convide.
Que uma vez na vida e outra na morte, me cubra de mimos e me presenteie com flores. E a mulher que disser que não quer isto é burra mesmo ou mal amada. Sei lá ou tem outras preferências.
Que este homem não precise dizer que me ama, mas que eu sinta com suas atitudes, que possam ir de lealdade a sinceridade.
E caso isto não aconteça, então, que eu me divirta sem sofrer dos males do amor.
E se por um acaso um dia eu cruzar com a FDP que queimou o sutiã em praça pública (o que acho difícil) que Deus me dê, em sua infinita sabedoria, um mínimo de paciência para compreende – lá e jamais forças, pois caso contrário eu darei a ela a devida surra que merece, pois ainda gosto e curto um sutiã bonito para vê-lo sendo queimado em praça pública e justamente em nome da maldita independência feminina, que é entendida como tudo, exceto com o fato de sermos apenas mulheres com nossos direitos e deveres.
Quero o direito de acompanhar lado a lado o homem em sua jornada.
Quero o dever, de vez em quando, de ser apenas o sexo frágil.

Ilha do Bananal

Fim de semna na Ilha do Bananal passei.
Com crianças brinquei, a um bebê mamadeira dei
Em sua inocência sorriu comigo
Pessoas simples conheci.
Que muito bem me receberam e  jamais poderei esquecer.
Água de cisterna tirei, espinho do pé também.
Com amigos dividi barraca, lembranças, melancia, peixe, caças e cachaças.

Fim de semna na Ilha do Bananal.
Vi Boto Rosa e Preto, vi jacaréaçu e jacaré.
Nadei e tomei banho de rio sob sol quente.
Andei pelo mato seco, contando piadas sob a luz do luar.
O céu estrelado e lindo.
E sem singuém perceber, sorri, com tristeza na alma
E minhas lágrimas com ninguém dividi.

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Um amor próximo do fim

O dicionário Aurélio define Apolo como: [Do mit. Apolo, deus greco-romano, o mais belo dos deuses.]; substantivo masculino. Homem belo e forte. [Cf. apolíneo.]

Porque comecei o texto descrevendo o deus grego? Porque simplesmente vou falar do meu carro um Apolo, 1992, que para mim não é um deus, mas quando o comprei era belo e forte, e que agora está com a pintura opaca, mas com toda a força, após uma reforma pelo qual passou, e que custou horrores.

Reforma esta que tentei pelo Lata Velha, quadro do programa Caldeirão do Huck, exibido nos sábados à tarde, pela TV Anhanguera (Globo) e nunca fui atendida, e é aonde quero chegar. Para tentar ganhar a tal reforma escrevi a carta. Meses se passaram não fui atendida e acabei eu mesma pagando pela reforma, sendo que agora falta pouca coisa.

Daí pensei: já que não fui atendida, vou compartilhar com outras pessoas o amor pelo meu carro e algumas das aventuras que tive com ele. No entanto, Luciano Huck se você tiver acesso a este texto, ainda estou aberta à participar do quadro Lata Velha, pois falta pintura, pneus, parte interna……….

Se tem uma coisa que meu ex-companheiro, como qual morei quase dois anos (agosto de 2001 à janeiro de 2003), fez de bom foi insistir para que eu comprasse meu carro. O cara me encheu tanto o saco, que acabei por comprá-lo em outubro de 2002. Foi amor a primeira, segunda, terceira vista, ou até mesmo outras, se existirem. Foram também muitas prestações pagas. Assim que vi o carro me apaixonei – um Apolo dourado.

Pena que logo de cara já paguei o primeiro mico. Não sabia como dar ré e tive que chamar uns caras por perto para ajudar (homem geralmente entende de carro né? Pura balela, nem todos entendem). O homem em questão, o qual  eu pedi ajuda não entendia nada de ré.

Desde a aquisição de meu Apolo, já torrei horrores com ele, e olha que dava até para comprar outro carro. Mas além do nome sujo (herança do tal ex), existe um amor enorme que nos liga, fruto de muitas aventuras nestes últimos anos.

Muitas aventuras mesmo, como aquela em que passei direto pela rotatória, sendo que o motivo é porque estava com muita raiva e não consegui frear a tempo; ou quando resolvi “namorar” atrás do Parque Cesamar e o carro atolou, atrapalhando e ainda tivemos que pedir ajuda para as pessoas mais próximas: uns recos. O duro, hoje, é encontrar os recos que ajudaram naquele dia e ainda ter que agüentar eles tirarem sarro da situação.

E aquela vez que dei carona para uns ingleses eles gritavam: ‘help’, ‘crasy’, e eu euzinha não entendendo nada, só curtindo a velocidade do meu Apolo. Ao saírem do carro, os ingleses, disseram que jamais entrariam nele novamente.

Mas, jamais esqueço quando a roda do carro saiu quicando no meio da avenida JK. Neste dia pensei: me ferrei mesmo!!! Tinha criança no carro.

Tem aquela vez que atrasei três prestações por motivos de saúde (do ex-lógico, porque eu quase nunca adoeço), e quase fiquei sem o meu Apolo. Pedi ajuda a muitas pessoas (até agiota corri atrás), inclusive o meu irmão, que se recusou a vender umas vaquinhas, alegando que a mulher dele não queria arriscar a não receber.

No entanto, um amigo me ajudou e sempre vai ficar na minha lembrança: Jaime Lourenço. E quando separei do meu ex-companheiro, tive que arrumar empréstimo para não ficar sem o meu Apolo.

Enfim, foram e são muitas venturas desventuras que me levam a não desfazer do meu Apolo, mesmo que as pessoas insistam. Sei que chegará a hora que terei que me desfazer dele, pois está velho e financeiramente, quase, não dou mais conta de arrumá-lo.

Mas não quero me desfazer dele, pois representa uma parte de minha vida, que temo e não quero perder. Foi meu primeiro bem, realmente meu. O Apolo faz parte das minhas transições como a última que deixo para a Manu contar qualquer hora destas.

Texto publicado no Jornal do Tocantins em 26/11/2006

PS – Troquei de carro no final de 2009 e o Apolo agora pertence a meu pai. Não teve jeito, não consegui me separar dele. As histórias contadas acima são algumas das muitas vividas com ele.

Surpresas de um dia

Hoje o dia começou estressante. Pneu furado logo de cara, depois uma hora na porta do escritorio de advocacia. E para finalizar, quando estava tomando um delicioso café na Doce Sabor, patrão ligou. Chave do escritório estava comigo. Entalei com o pão de queijo, e nem lembro mais o gosto do café ou do bolo que tinha pego para comer. Enfim, é o inicio do dia de um jornalista/assessor de imprensa. Viva!
Trabalho não faltou. Teve declaração de amor e mais uma vez estive na terapeuta. Hoje foi bom. Falei do Maior Amor e consegui não chorar. Felicitações para minha pessoa.
E terminou com uma amiga dizendo no msn: “hoje tu tá com a corda do humor frouxa. kkkk”
Enfim, quem sabe minha vida volte aos trilhos e combine com meu quarto!

Meu quarto, minha vida

Eu sempre afirmo que minha vida se parece com meu quarto. Se ele estiver desorganizado, minha vida com certeza não está nos trilhos. Pois, agora  a situação se inverteu. Meu quarto está organizado; o guarda roupa em ordem, com todas as roupas guardadas simetricamente por cor, tipo, assim como estão nas gavetas ( tenho esta mania, mas não é  patologia, que é TOC – transtorno obsessivo compulsivo- e sim uma característica minha ). Sem papéis espalhados pelo chão ou moedas.
No  banheiro tudo impecável. Todos os xampus e condicionadores, pois tenho várias marcas (cabelo vicia em uma marca só)  estão em ordem. No armário escova de dentes (três), cremes, entre outros itens estão cada qual em seu lugar como se nunca tivessem sido mexidos. Maquiagem no lugar, sabonetes nos potes. A casa também está em ordem, sem papéis espalhados na sala, ou vasilhames sujos na cozinha ou mesmo roupas por passar na cama do quarto de hóspedes. Enfim, tudo em seu devido lugar.
Já os  remédios para bipolaridade e depressão estão  em seus devidos lugares, pois se parecem muito e outro dia eu tomei o de acordar para dormir e passei a noite feito zumbi e em me toquei do que tinha acontecido. Imagine descobrir logo pela manhã que trocou os alaranjadinhos. Só eu mesma.
Entretanto, minha vida está um caos. Meus pensamentos confusos, o coração e a alma estão machucados, feridos e magoados.  Não estou feliz, porque felicidade é um estado – você esta ou não, e ninguém é feliz todo o tempo.
A data de hoje me remete a fatos que gerei e tiveram conseqüências, me lembra perda. Mas ao mesmo tempo me lembra que em 30 dias muita coisa aconteceu. Descobri coisas que jamais gostaria de ter descoberto. Não que eu quisesse continuar sendo enganada. De forma alguma, mas que eu descobrisse de uma forma mais branda, menos dolorosa.
Fatos que machucaram e ainda me machucam e fazem com que eu chore todos os dias (na maioria das vezes sozinha para ninguém ver ou com minha terapeuta, afinal as pessoas não gostam de pessoas tristes, choronas e reclamaonas) na esperança de que as pessoas que me machucaram me procurem e façam com que eu entenda porque me machucaram tanto (para que eu entenda as coisas, pois para isto sou como criança, tem que ser bem explicadinho, bem mastigadinho).
Me expliquem porque  me magoaram, falando de minha intimidade, espalhando boatos (que prefiro, por ora guardar comigo), dizendo que os meus atos eram de criança mimada, que já estava acostumada a tal atitude. Estas pessoas não vivem, e nem viveram a minha vida. Não sabem pelo que passei e nem os motivos de meus atos.  Mas com certeza não foram atos de uma pessoa mimada, nem inconseqüente, foram atos de uma pessoa com medo, desesperada, solitária, que desejava uma saída.
Estas pessoas não imaginam o que passei por causa dos boatos espalhados, as humilhações que enfrentei  e a falta que senti de pessoas que amei e amo. Estas pessoas em que tanto confiei, não imaginam quantas vezes desliguei o telefone para não ter que dar explicações, respostas.
Quando espalharam o boato não pensaram nas conseqüências que iriam provocar em minha vida. Elas não imaginam o quanto hoje é doloroso para que eu saia para trabalhar e pensar que não estão rindo da minha pessoa ou sorrindo para mim. Que não estão apontando o dedo para minha pessoa e fazendo julgamentos e no fim acusando ou absolvendo. Essas pessoas não passaram pelo que estou passando.
Mal sabem elas, que todos os dias pago pelos  meus atos, que  foram  somente uma fuga de problemas, os quais apenas a mim dizem e diziam respeito. Estas pessoas, provavelmente, não perderam o amor e respeito da pessoa  que ama, assim como eu perdi. E que todos os dias eu me pergunto os motivos dela não me ligar, pois a conheci um pouco e sei que ela se preocupa com quem é especial. Imagino que me odeie, pois fui cruel com ela, o máximo que consigo e sei ser quando estou ferida. Então deixei de ser especial para ela, pois jamais me ligou.
No meio de tudo isto uma amiga querida me enviou uma mensagem do padre Fábio, que falava do caminho mais fácil e o mais difícil. Para mim seria tão simples seguir o fácil, processaria as pessoas que espalharam os boatos e depois voaria até a pessoa que gosto, ajoelharia em seus pés e pediria perdão (seria no mínimo engraçado, mas não teria vergonha de fazer).
Entretanto, optei pelo mais difícil. E todos os dias eu peço a Deus que abrande meu coração, que me ilumine e me dê forças para seguir em frente e perdoar estas pessoas, pois o perdão sempre foi tão difícil para mim. Peço a Deus todos os dias que meu ‘Maior Amor’ (soneto de Vinicius de Moraes) me perdoe e deixe de me odiar, que me ligue e que seja apenas uma pessoa capaz de ser minha amiga, pois preciso dela, sinto sua falta, sinto falta de conversar e rir junto com ela, quando falamos de nossas peripécias, de nossos micos, sinto falta de saber dos problemas dela e imaginar que talvez eu a esteja ajudando.
Todos os dias eu peço a Deus que me perdoe, mas acima de tudo que me ensine a perdoar a mim mesma.
“Que essa vontade que eu tenho de ir embora, se transforme na paz e na calma que eu mereço”

Morte

Eu não sei
Não sei dizer
Talvez dizer não seja a melhor solução
O olhar quem sabe?
O gesto…..
Tudo gostaria de dizer e transformar
Ou mesmo odiar.
O sentimento, a mágoa, tudo transborda
As vezes, gira, não transforma, continua…
E num continuar, quem sabe a vida…
Se vai, como num filete de água..
Que acaba em último pingo…
Como a morte!!!!
Assim como desejo….